Medalhista de ginástica é da Lapa

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Foto: Tiago Gonçalves

Tiago Gonçalves
Ao lado do pai, Arthur Nory apresenta medalha na redação do Jornal da Gente

O medalhista de bronze de ginástica no solo na Olimpíada Rio 2016, Arthur Nory Oyakawa Mariano, é morador da Lapa de Baixo. Após retorno da Rio 2016, Nory passou pela redação do Jornal da Gente na sexta-feira (19), acompanhado de seu pai Roberto Carlos Mariano. Mariano é professor de Judô e sua esposa professora de Natação, motivo que fez com que Nory iniciasse cedo no judô. “Todo dia ia para o treino. Aos 11 anos senti que judô não era minha paixão e do lado tinha a ginástica no Palmeiras. Eu acabava o treino e ficava olhando e fazendo cambalhota”, conta ele.

A base do atleta na ginástica foi em um curso no clube Pelezão. “Depois fiz um teste no Clube Pinheiros em 2005 e ficava dividido entre judô e ginástica. No Palmeiras fazia judô e no Pinheiros ginástica. Em 2006 resolvi ficar só na ginástica e investi na carreira até hoje”.
Nory afirma que a rotina de atleta é de disciplina e superação. “Todo atleta é motivado por sonhos e metas. Escrevi na parede do meu quarto ‘eu vou para as Olimpíadas’, desde que entrei na ginástica. E como passei a evoluir muito no esporte disse: quero ser medalhista olímpico. Isso me motivava porque a gente treina seis vezes por semana, seis horas por dia fora academia”, revela o jovem.

O medalhista estudou em escolas da região, entre elas o Colégio Módulo. “Entrei na faculdade de Educação Física na UNIP. Comecei, mas por conta da Olimpíada tive que mudar para o Rio e tive que trancar”.

A força de vontade, disciplina e dedicação levou Nory para a Olimpíada do Rio. “Em 2010 participei dos Jogos Olímpicos da Juventude. No final de 2011 participei de um evento teste que era para classificar uma equipe para Londres, fui bem. Desde lá comecei a participar de várias competições adultas. A partir de 2012 que comecei essa caminhada para o Rio 2016”, revela Nory. “Só talento não constrói o atleta, tem que ter disciplina e esforço, tem que treinar bastante”, conclui o medalhista de bronze. (MIC)

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