Perspectivas melhores

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Todo final de ano, o mesmo pensamento se faz presente: o que conseguimos realizar e o que ficou pendente. Isso acontece tanto na esfera pessoal, com os objetivos que impomos a nós mesmos, como em uma análise mais ampla, ao considerar o rumo que tomamos como sociedade. É inegável que tivemos acontecimentos em 2017, ano de nova gestão municipal, mas muito ficou por fazer, em parte pelo limitante, porém necessário, contingenciamento de recursos.

Encerramos o ano legislativo com a boa notícia de que o orçamento previsto para a Lapa será maior do que o anunciado na Audiência Pública realizada em outubro. A votação da Lei Orçamentária Anual, realizada na madrugada desta terça-feira (19), estabeleceu a previsão de R$ 56,3 bilhões de receita para o exercício de 2018, sendo R$ 36.171.958,00 para a Lapa. Questionado pelo JG sobre a notícia, Carlos Fernandes avalia de forma positiva a possibilidade de poder realizar mais ações na região. “O orçamento de São Paulo para 2018 traz avanços importantes, como a vinculação dos recursos obtidos por meio de privatizações aos investimentos em questões básicas, como saúde e educação. É uma forma inteligente de garantir que o valor arrecadado traga benefícios permanentes para a cidade e não seja absorvido por despesas correntes. É mais um passo no caminho por um modelo de administração mais enxuto, que esta gestão prometeu e está entregando. A proposta final também aumentou o valor destinado às Prefeituras Regionais. Isso é positivo porque na gestão pública sabemos que o dinheiro é curto e com mais recursos podemos ampliar as ações na nossa região”, declara.

O orçamento também inclui os valores de emendas destinadas à região. Serão contemplados o Tendal da Lapa, obras de acessibilidade, ações culturais, melhorias nos bairros, instalação de playground na Praça Nova Lapa e poda, remoção e manutenção de árvores. Cabe a nós fiscalizar e acompanhar se os recursos de fato serão executados.

Melhor seria encerrar a última edição do jornal em 2017 com votos de prosperidade para todos, mas a verdade é que a prosperidade não é algo que acontece espontaneamente para a maioria das pessoas (talvez apenas para parlamentares que têm o poder de votar seus benefícios), mas é algo que tem que ser conquistado, com trabalho duro e muita dedicação para mudar a realidade que nos incomoda, que parece injusta. Que em 2018, ano de eleição, de Copa do Mundo, consigamos utilizar nosso recurso mais valioso, o inexorável tempo, para fazer mais e melhor. As dificuldades vão aparecer, mas o importante é não perder de vista a perspectiva de um futuro melhor, para si, para todos.

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