Sobre as AMAs

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Lembro-me bem quando o ex-prefeito José Serra implantou as AMAs. As críticas foram variadas: a atenção básica seria colocada em segundo plano, a população procuraria atendimento para problemas imediatos e não se cuidaria depois e, principalmente, estas unidades seriam totalmente financiadas pelo município. Com o passar dos anos, verificamos que quase 50% das consultas da rede municipal são realizadas nas AMAs. A população acostumou-se com este tratamento ambulatorial de emergência. E o pior, estas consultas não vão para o prontuário do paciente. Ele pode ter uma doença grave, que não é tratada, e cuida apenas da dor imediata.

Na região da Lapa e Pinheiros, com 600 mil habitantes e quase 1,4 milhão de trabalhadores, estudantes e visitantes, este tipo de atendimento é importante. Defendemos o direito de qualquer cidadão ser atendido em qualquer local em caso de emergência. O atual secretário da Saúde sabe que, somente o município bancando as AMAs, sem repasse de verba federal ou estadual, torna-se custoso. Por isto optou-se em finalizar este programa, abrindo mais UPAs e UBSs, que têm repasse de verba. Nós pagamos altos impostos para a federação e temos que ter retorno.

Nós, população e conselheiros de saúde, temos que assumir nossa responsabilidade, entendendo a questão financeira, mas reivindicando melhorias. A gestão municipal deve democratizar o diálogo e planejar esta transição juntamente com a população e conselhos para que esta mudança seja para melhor.

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