Torcer para a educação

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Enquanto o STF deliberava se pode ou não fazer sátiras e montagens de humor com políticos no período eleitoral, e a presidência decidia tirar dinheiro da educação, do Fies, para direcioná-lo ao Fundo Nacional de Segurança Pública, sem levar em conta que justamente a falta de investimento em educação é um dos principais motivos do aumento da violência, nós, pessoas normais, tentamos fazer nosso trabalho de formiguinha para tornar o mundo um lugar um pouco melhor do que o encontramos.

Trabalho esse como o dos policiais que dão o curso do Proerd, como a Cabo Beatriz que formou 96 alunos do Sesi Leopoldina nesta semana. A iniciativa que desde cedo tenta impedir que os jovens entrem em contato com as drogas é uma excelente ferramenta, que mostra que através do diálogo e informação é possível salvar vidas.

Já moradores da região lutam por um transporte público que tenha qualidade, atenda a população e que se caracterize como um serviço e não como mercadoria. A Associação Amigos da Vila Ipojuca foi palco de uma reunião para discutir o edital de concessão do sistema público de transporte, que prevê, entre outras coisas, a modernização e otimização da frota, a redução de linhas de 1339 para 1193 e contratos que passam os R$ 68 bilhões. Para se ter uma ideia, esse valor equivale a praticamente seis vezes o dinheiro recuperado pela Operação Lava Jato em quatro anos, e cerca de 27 vezes o valor do fundo partidário, verba pública destinada às campanhas eleitorais dos partidos. Se nos empenhamos tanto para ler e assinar um contrato, por exemplo, da compra de um carro, devemos ter um empenho igual ou maior antes que um contrato deste porte seja assinado. E cabe à Prefeitura garantir que a população esteja ciente e participe do processo.

E por falar em custo, essa semana um gasto recorrente na Prefeitura Regional da Lapa foi realizado. Mais uma vez a Toca da Onça teve a troca de lâmpadas e fiação, que são reiteradamente roubadas ou alvo de vandalismo. Se a Prefeitura colocasse todo o dinheiro que já gastou com os constantes reparos em um cofre, talvez fosse possível contratar seguranças para ficar no local, ou quem sabe até iniciar o projeto de uma nova passagem, mais adequada, com acessibilidade e que não alague quando chove. Mas a população não colabora, seja pela falta de educação ou mau-caratismo.

A educação e o planejamento são essenciais para garantir a nossa participação na administração da cidade. No esporte até que é emocionante ver dois gols no final da prorrogação do segundo tempo, mas, no dia a dia, ver as coisas darem certo no último minuto não é bom. Vamos torcer para mudarmos esse panorama.

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