Paulo Mathias fala sobre corte de despesas e zeladoria no JG

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Foto: Raissa Sousa

Raissa Sousa
Mathias fala de trabalho na Prefeitura Regional de Pinheiros

O ex-prefeito regional de Pinheiros, Paulo Mathias, esteve na redação do JG na quarta-feira (19), onde contou sua experiência como representante da Prefeitura e aspirações de trabalho no legislativo. Candidato ao cargo de deputado estadual, Mathias critica a onerosa máquina pública. “Precisa reduzir mordomias e privilégios. Não dá para admitir 32 assessores por gabinete de deputado estadual. Eles vivem em outro mundo, não é possível que alguém precise de 32 pessoas para trabalhar. Eu tinha direito a contratar 25 na Prefeitura Regional de Pinheiros e contratei nove”, relata.

Mathias já trabalhou no governo do estado, em 2012, como coordenador do programa Escola da Família e já concorreu ao cargo de deputado estadual em 2014, quando recebeu 27.303 votos, mas não foi eleito. Como prefeito regional, além de ganhar notoriedade através de suas publicações nas mídias sociais, uma de suas preocupações foi auxiliar na segurança. “Com o dinheiro que economizamos revitalizamos obras, fizemos reforma de bueiros, mas o mais importante foi colocar vigilância 24 horas na Praça do Pôr do Sol. Tivemos dois homicídios lá. Colocamos uma empresa terceirizada, contratada com o dinheiro que iria para transportar o prefeito regional. A PM e a GCM não conseguem ficar lá, tinham que rodar, então tive que resolver. Vi meu orçamento, com sete carros, sete motoristas e gasolina para transportar funcionários públicos. Só o carro do prefeito regional custava R$ 110 mil por ano. Essa história de que não tem dinheiro no poder público é uma falácia. O que acontece é que se gasta com bobagens. Agora temos dois postos de vigilância 24 horas por dia, integrados com GCM e PM na Praça do Pôr do Sol”, afirma.

O candidato também defende a otimização de serviços de zeladoria através da inovação tecnológica dos canais de comunicação. “Eu tirava uma hora do meu dia de manhã e uma hora a noite para responder os munícipes por áudio no WhatsApp, porque entendo que com isso eles perceberiam uma diferença.  O 156 é importante, mas não é um acesso à prefeitura, é um site de dados. Você cadastra uma demanda e não fala com ninguém, e depois recebe uma resposta. Uma ideia que quero implementar como deputado estadual é que quero facilitar a legislação para gestão e eficiência pública. Acho que a prefeitura de São Paulo podia extinguir o 156 e abrir uma capacitação para funcionários públicos via central de WhatsApp. O 156 não dialoga com as pessoas,  é extremamente burocrático. Sou favorável que esse site fosse encerrado e se gastasse, até menos, em uma central com 100, 200 pessoas, que todo dia responderiam os munícipes, checariam e encaminhariam as demandas”, diz.

Questionado sobre as dificuldades de trabalhar na assembleia, Mathias acredita que acontecerá uma renovação no legislativo após as eleições. “Minha decisão de sair candidato é porque eu gosto de desafios. Na minha avaliação (a assembleia) é a pior casa no que se refere à produtividade legislativa, com sessões solenes, entrega de medalhas. O custo de manter 94 deputados é o mesmo custo da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, o orçamento é o mesmo, de R$ 1,2 bilhão. Como pode o custo para manter 94 pessoas ser o mesmo de programas que atingem 20 milhões de pessoas? Estou confiante que vamos ter renovação na assembleia. Tem um grupo novo, não jovem de idade, mas de cabeça, que está entrando, de vários partidos. E vou propor que não façamos uma bancada partidária, mas uma bancada da mudança. Minha missão vai ser de procurar reunir parte da assembleia. E 15 ou 20 deputados unidos conseguem fazer barulho”, finaliza.

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