Consumidor deve dar destinação correta para resíduos eletrônicos

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Foto: Bárbara Dantine

Bárbara Dantine
Alex Pereira, diretor-presidente da Coopermiti, cooperativa que recicla equipamentos eletrônicos

TV de tubo, videocassete, walkman, máquina de calcular e até iPods antigos, todos esses itens figuram o museu de resíduos eletrônicos da Coopermiti. Localizada na Casa Verde, a cooperativa é a única licenciada na cidade para a manufatura reversa de eletrônicos. No local são recebidos e reciclados quaisquer itens que funcionam com eletricidade como liquidificadores, secadores, sanduicheiras, impressoras, TVs, brinquedos eletrônicos, aparelhos de DVD, notebooks, entre outros.

Mas muitas pessoas não sabem a forma correta de descartar seu lixo eletrônico e não é raro encontrar equipamentos jogados na rua, como se fossem lixo comum. “O consumidor pesquisa antes de comprar um produto, procura saber sobre a marca e sua procedência, a garantia, mas na hora do descarte isso não costuma ocorrer. Aí tem desde os equipamentos que ficam parados nas gavetas, até o descarte irregular, onde pessoas e empresas que atuam informalmente pegam apenas as partes que interessam e descartam incorretamente as peças que não têm valor comercial”, explica Alex Pereira, diretor-presidente da Coopermiti. Um dos descartes mais prejudiciais é o de aparelhos de televisão antigos, com tubos de raios catódicos que contêm materiais como chumbo, que contaminam a água e o meio ambiente.

A cooperativa recebe o lixo eletrônico de três formas: uma é levar diretamente os materiais, em qualquer quantidade, na sede localizada na Rua João Rudge, 366, na Casa Verde, das 8h às 17h. Outra é deixar em um dos pontos de coleta, sendo que o da região fica no Poupatempo Lapa, na Rua do Curtume, S/N. Por fim, a cooperativa também realiza a retirada, mediante agendamento, geralmente como uma quantidade mínima de materiais necessária.

A Coopermiti realiza a captação dos materiais, triagem e então os equipamentos são desmontados e as peças são vendidas, que é de onde vem o dinheiro dos cooperados. Atualmente a cooperativa realiza a triagem de 35 toneladas por mês. Na sede também existe um museu com cerca de duas mil peças. Os aparelhos são preservados ao invés de reciclados por terem um valor histórico, como telefones públicos da década de 50 e vitrolas. A Coopermiti expõe seu acervo itinerante em escolas e empresas.

A Coopermiti não recebe pilhas e lâmpadas, mas como muitos dos aparelhos são entregues com esses elementos, eles também são separados e encaminhados para empresas que fazem a reciclagem.

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