Um associativismo forte e bem estruturado é a base para que as comunidades tenham voz junto ao poder público e trabalhem unidas, conseguindo, assim, lutar de forma mais efetiva para que os bairros se desenvolvam e ofereçam a todos qualidade de vida, melhorando as estruturas em áreas básicas como Saúde, Educação, Meio Ambiente, Segurança e Lazer.
A região da Lapa sempre foi reconhecida por manter um associativismo ativo – como dizemos, “de raiz” -, com origem na década de 1950. Na Vila Hamburguesa, a sociedade amigos do bairro foi criada em 1º de julho de 1956. Com a Hamburguesa começando a se desenvolver, a entidade fez um importante trabalho no sentido de agilizar a pavimentação de ruas e a instalação de rede de água e esgoto e energia elétrica em ruas onde prevaleciam antigas chácaras.
Já a Associação Amigos da Lapa de Baixo, outra entidade importante na história do associativismo local, tem seu registro de fundação datado de 1967 e por muitos anos foi uma das mais ativas da região da Lapa, promovendo, por meio de alguns de seus mais ilustres presidentes, como os saudosos Décio Ferreira e Hotelo Telles, a defesa incansável dos interesses do bairro e a integração dos moradores por meio de eventos como as célebres feijoadas das quartas-feiras.
Infelizmente, todo esse legado foi se perdendo com o passar dos anos. A Sociedade Amigos da Vila Hamburguesa desde o início dos anos 2000 não se mostra mais ativa. Na Lapa de Baixo, após a morte do Dr. Hotelo, a associação amigos de bairro não conseguiu retomar seu trabalho, mantendo a sede própria apenas para reunir mães de pessoas com deficiência. Hoje, quem faz um trabalho mais efetivo é a Associação Viva Leopoldina (AVL), fundada por moradores e empresários da região, e a Amora Perdizes, que tem focado suas ações na questão da preservação ambiental.
A boa notícia surge agora com a mobilização de um grupo de moradores para retomar as atividades da Associação Amigos da Vila Hamburguesa. Na quinta-feira, 26, houve, na Padaria Camila, tradicional ponto de encontro da região, uma primeira reunião para definir as bases para a retomada dos trabalhos da entidade. Se no passado a luta foi por obras de infraestrutura, hoje as bandeiras levantadas são, sobretudo, de caráter socioambiental e de preservação do patrimônio, de modo a garantir o desenvolvimento sustentável desse território.
Em um período de intenso crescimento de toda a região da Lapa, iniciativas que fortaleçam o associativismo local são muito bem-vindas e devem ser apoiadas por todos.






























