A sensação de insegurança, nos últimos meses, parece estar mais forte do que nunca em nossa região, com números oficiais confirmando um aumento de mais de 20% nos casos de furtos e roubos em bairros como a Leopoldina, entre os meses de janeiro e junho, em comparação com o mesmo período de 2024. Os alvos dos bandidos, agora, voltam a ser correntes, anéis e alianças de ouro, já que os celulares, com dispositivos de segurança cada vez mais sofisticados, por hora perderam valor no mercado paralelo da criminalidade.
Pois é, agora já não basta sair de casa sem bolsa e esconder o celular na meia para nos sentirmos um pouco mais seguros. É preciso, também, trancar as joias no cofre! E eu me pergunto: será que vai chegar o dia em que teremos que andar na rua descalços, para não termos nossos tênis roubados; sem jaquetas, para não voltarmos para casa nus; ou sem óculos, para não corrermos o risco de ganhar um olho roxo?
A verdade é que não sabemos mais como nos proteger diante da pouca força da polícia no combate ao crime e da impunidade que impera na Justiça quando julga os chamados “pequenos delitos”. Esses crimes, é preciso abrir os olhos dos juízes nas vergonhosas audiências de custódia, de pequenos não têm nada! Eles aterrorizam pela violência com que são praticados e acuam a população tanto quanto os crimes mais sofisticados. A fúria dos bandidos é tamanha que eles chegam ao ponto de assaltar até mesmo um pai com criança de colo, caso que aconteceu, há cerca de 15 dias, na esquina da Rua Schilling com a Avenida Imperatriz Leopoldina.
Em defesa própria, nós, moradores, temos sacado da única arma que possuímos: a comunicação. Pelas redes sociais, explodem vídeos expondo cenas cada vez mais assustadoras de bandidos invadindo calçadas com motos, em alta velocidade, puxando colares. Ou entrando em lojas, de arma em punho, exigindo anéis e alianças. Esta é a forma – desesperada – que encontramos de expor nossos medos e mostrar aos nossos vizinhos que, diante do aumento da violência, todo o cuidado é pouco.
O caminho da bandidagem está escancarado, hoje, nas redes sociais. E se o setor de inteligência da polícia conseguisse seguir e filtrar esses posts, certamente seria mais bem sucedida em sua missão de prender os criminosos. A situação, agora, é de guerra! Basear-se apenas nos boletins de ocorrência não está sendo suficiente para render a criminalidade. É preciso uma força tarefa em várias frentes e, sendo assim, toda a informação é bem-vinda, venha ela de onde vier. Mesmo que seja dos grupos de WhatsApp, Facebook ou Instagram.