Com uma série de vídeos circulando nas redes sociais, mostrando pedestres sendo furtados por bandidos dirigindo motos ou mesmo roubados sob a mira de uma arma, a população da Vila Leopoldina demonstra, virtualmente, que está com medo de sair às ruas.
Na sexta-feira, 22, surgiu no WhatsApp o grupo Segurança para a Vila Leopoldina, com o objetivo de buscar soluções para um problema que volta a ser assunto nas mesas de bares, nos corredores de supermercados e nos elevadores de condomínios. Em menos de 24, o grupo já contava com quase mil inscritos e incontáveis mensagens, que se multiplicaram nos dias seguintes: “Uma conhecida enviou hoje às 10:30h: Aviso que um motoqueiro roubou minha aliança no farol da Avenida Imperatriz Leopoldina com a Rua Brentano. Fechem os vidros do carro”, informava, na quinta-feira, uma morada.
A cobrança por mais policiamento ostensivo nas ruas domina os debates, uma vez que desde maio as redes sociais mostram a ousadia dos motoqueiros assaltantes na Leopoldina e Vila Hamburguesa furtando e roubando celulares, correntes e alianças.
Diante da pressão dos moradores, na segunda-feira, 25, o comando do 4° Batalhão da Polícia Militar e a diretoria do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) da Vila Leopoldina avaliaram conjuntamente a situação. Nos dias seguintes, efetivos da PM, inclusive cavalaria, já eram vistos em ruas e avenidas realizando rondas e abordagem.
Nesse cenário de insegurança há conflitos de estatísticas. Dados disponíveis no site da Secretaria de Segurança Pública confirmam que na Leopoldina houve aumento do número Boletins de Ocorrência tipificados como “furtos outros”. Na comparação dos seis primeiros meses de 2024 e igual período de 2025, o número desses crimes registrados pelo 91° Distrito Policial cresceu 20,4%. Foram 1.887 casos neste ano, contra 986 em 2024. Sem citar o período comparativo, postagem do Conseg Leopoldina no grupo Segurança para a Vila Leopoldina informava que. na reunião com o comando do 4° Batalhão, foram apresentados relatos estatísticos que demonstram justamente o contrário: houve uma redução de 12% nos registros de ocorrências, graças ao aumento das abordagens. No post, o Conseg também informa que encaminhou à Subprefeitura Lapa um ofício solicitando maior fiscalização nas casas que compram ouro na região.