PIU, a hora da verdade

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Após um longo período estacionado e com riscos reais de não decolar, o PIU Leopoldina, plano de intervenção urbana concebido para revitalizar uma grande área degradada da região e construir moradias para a população das comunidades da Linha e do Nove, dá sinais de, finalmente, arremeter.

Em reunião com os conselheiros da AIU Leopoldina, área de intervenção urbana no perímetro das obras previstas no PIU, na sexta-feira, 30, o representante da SP Urbanismo informou que a Prefeitura começa a preparar o leilão para oferta dos chamados Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção), títulos mobiliários emitidos pelo município que permitem a construção de torres com gabaritos superiores ao limite básico estabelecido na Lei do Zoneamento.

Pelo leilão, será definida a empresa privada que irá tocar as obras previstas na lei do PIU Leopoldina, que envolvem a construção de 853 moradias sociais, retrofit do Cingapura-Madeirite, além da entrega das estruturas físicas de diversos equipamentos públicos nas áreas da Saúde, Assistência Social, Cultura e Empreendedorismo.

A partir da segunda quinzena de abril, o edital do leilão estará aberto para consulta pública, permitindo que as empresas interessadas e a população interajam com o poder público para tirar dúvidas sobre seu conteúdo. Dado esse start, a previsão da Prefeitura é de que o leilão aconteça no segundo semestre deste ano.

A Altre, braço imobiliário do Grupo Votorantim, que tem sede na área do PIU e, como dona do terreno que abrange o projeto, foi a proponente do Plano de Intervenção, é, até agora, a principal interessada em participar do leilão.

O que todos esperamos é que o Grupo Votorantim leve aos finalmentes o intuito de participar do leilão e tocar as obras do PIU. Esta é a alternativa mais lógica, já que o terreno envolvido no plano pertence ao grupo. Embora as bases do leilão estejam praticamente definidas e, nos últimos meses, tenham sido exaustivamente debatidas no âmbito da AIU, inclusive com a participação de representantes da Altre em algumas reuniões, o real interesse do Grupo Votorantim ainda não está garantido. Isso porque, ao longo desse extenso período em que o PIU Leopoldina ficou parado, a Altre mostrou-se insegura em relação a aspectos jurídicos relativos ao cumprimento das obrigações para a execução das obras.

Aproximando-se a hora da verdade, a Leopoldina torce para que o PIU, agora, deslanche. Afinal, com ele não apenas os moradores das comunidades atingidas, mas toda a população do bairro ganharia em infraestrutura.

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