A presidente do Conseg Lapa, Flávia Maia, criticou a iniciativa da Sampa Associação de Moradores e Amigos do Centro, de promover, com a ajuda dos vereadores Eliseu Gabriel (PSB) e Nabil Bonduki (PT), uma Audiência de Conciliação na Câmara Municipal de São Paulo, realizada na terça-feira, 5, para intermediar o problema de excesso de ruído no bar Toma Toma, localizado na Rua Ponta Porã, na Vila Ipojuca.
“Essa é uma questão que pode ser discutida diretamente aqui no Conseg Lapa, que é um fórum da região. Não precisaria ter agendado uma reunião lá no centro da cidade, fazendo as pessoas se deslocarem para longe, enfrentarem o trânsito, para falar de um problema que está ocorrendo aqui”, ressalta ela. “Além do mais, a Sampa não é uma associação aqui da região, fica lá em Santa Cecília, como é que vão discutir um problema de poluição sonora na Lapa?”, questiona Flávia.
De acordo com ela, na próxima reunião mensal do Conseg Lapa, que será realizada na quarta-feira, 20, no auditório do colégio Pré-Médico (R. Dom João V, 164), às 19 horas, o assunto poderá entrar na pauta, caso os moradores queiram discuti-lo. “A Subprefeitura Lapa, inclusive, se prontificou a mostrar o Auto de Fiscalização feito no local durante a nossa reunião”, adiantou a presidente do Conseg.
Segundo os moradores, o bar Toma Toma tem funcionado como casa noturna, ficando aberto durante a madrugada com a venda de bebidas alcoólicas. Com isso, os jovens que frequentam o bar tomam conta das calçadas, gritando e promovendo algazarra. A situação se agrava ainda mais nos fins de semana e vésperas de feriados, quando são contratados DJs que utilizam amplificadores de som potentes para tocar músicas populares. Quanto mais a noite avança, maior o volume e a intensidade da gritaria, com o barulho se estendendo até às quatro ou cinco da manhã.
Já Annabella Andrade, que faz parte do coletivo” O Direito Achado na Rua”, que se mobilizou para que a audiência acontecesse, ressalta: “Quem fiscaliza a Prefeitura são os vereadores, por isso a Audiência Pública deve ser proposta pela Câmara Municipal. Vale lembrar que a subprefeitura só apareceu no bar após a audiência ser marcada”.






























