Com dois roteiros de perfis distintos a Jornada do Patrimônio 2026, evento da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, colocou em destaque, na Zona Oeste, um edifício repleto de simbolismo – a sede da Sociedade Beneficente União Fraterna – e um bairro, a Vila Leopoldina, que desperta cada vez mais a noção de pertencimento territorial.
No domingo, 16, mais de 150 pessoas surpreenderam-se com a beleza das dependências da União Fraterna, enquanto um grupo de 20 pessoas se reuniu na Praça Augusto Ruschi, localizada na confluência das ruas Passo da Pátria e Schilling.
No casarão da Guaicurus, erguido em 1934, na esquina da Rua Guaicurus com Rua Faustolo, a atmosfera nostálgica do salão nobre, que combina arquitetura eclética e barroca, despertou nos visitantes interesse e curiosidade não só pelas origens do prédio, mas também pela história centenária da União Fraterna, que guarda importantes legados da imigração italiana na cidade.
Na Leopoldina, o urbanista Matheus Bonini conduziu um roteiro com roda de conversa e caminhada por ruas do bairro, incentivando as pessoas a contarem suas relações com o bairro e locais de referência. Aos 88 anos, ‘seu’ Jura resgatou memórias de sua infância na Leopoldina “Quando eu era garoto, a gente, saindo da Lapa, vinha, meio que escondido nadar aqui na ‘Prainha’, as lagoas perto do rio sempre gostei muito daqui”.
Ainda na área da Subprefeitura Lapa, as atividades da Jornada do Patrimônio incluíram visitas monitoradas gratuitas no Memorial da América Latina, na Barra Funda, ao Allianz Parque, na Água Branca, além de duas imersões sobre a investigação do território a partir de suas águas. Elas aconteceram com caminhadas seguindo o Córrego Água Preta, na Vila Anglo-Brasileira, e nós córregos ao longo da Vila Ipojuca.






























