À margem da ciclovia

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Prejuízos e aumento no desemprego são as desvantagens apontadas por donos de comércios da Rua Coriolano com a instalação da ciclofaixa pela Prefeitura. Com a faixa exclusiva para ciclistas foram eliminadas as vagas de estacionamento de veículos que, eles dizem, já reflete na queda do faturamento.

Assim como os comerciantes, moradores também reclamam que a medida começou sem qualquer aviso ou diálogo com quem vive e trabalha no trecho. a ciclofaixa causa transtornos no dia a dia da rua”, afirma o morador Marco Aurélio Marques Ribeiro. Ele sabe que a meta do Prefeito Haddad é chegar a 400 km de ciclovias. “A rua não comporta ciclofaixa pelo trânsito existente e porque é uma rua mista com residências e comércio”. Outro problema apontado por ele é que esquinas como da Rua Antonio de Toledo Piza fica sem visibilidade de quem vai adentrar e não se pode avançar por causa da ciclofaixa. Para o morador, não é justo piorar o trânsito com a faixa exclusiva se é baixo o número de ciclistas que passa pelo local.

O resultado foi um abaixo-assinado entregue ao Ministério Público, pedindo a exclusão da ciclofaixa. Enquanto aguardam o resultado, os empresários, principalmente do setor de alimentação, começam a dispensar funcionários. Sem estacionamento, os clientes partem para outro local.

O plano cicloviário é uma das bandeiras da gestão Haddad. O objetivo das ciclovias/ciclofaixas é desestimular o uso do transporte individual motorizado, articulando o transporte coletivo com modos não motorizados de transporte. Inclusive, a Prefeitura liberou a instalação de paraciclos por comerciantes e moradores, desde que sigam as regras de mobilidade. O transporte por bicicleta tem vantagens importantes como redução dos custos ambientais, sociais e econômicos dos deslocamentos na cidade.

Apesar de grupos organizados e os adeptos do lazer com bikes aprovar as faixas exclusivas, um morador observou que a pintura foi feita em cima da sujeira e imperfeições da pista. O que coloca em risco a segurança do próprio ciclista. Segundo matéria da revista Veja publica em fevereiro, o quilômetro da ciclovia de São Paulo custa R$ 650 mil, mas na época a Prefeitura negou e informou que o valor é de cerca de 200 mil, o que também não é barato. A Justiça já mandou parar as ciclovias em março e depois liberou. Segundo a CET, o estudo para implantação segue regras do Código de Trânsito Brasileiro e o Plano Nacional de Mobilidade.

Todos sabem da importância do uso de bicicleta numa cidade como São Paulo, mas é preciso planejamento e, sem dúvida, um debate mais transparente para que parte da sociedade não fique à margem das ciclovias. 

Câmara terá mais de 40 audiências para o zoneamento

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Secretário de Desenvolvimento Urbano participa de reunião técnica com vereadores

O secretário Municipal de Desenvolvimento Fernando de Melo Franco apresentou os principais pontos do Projeto de Lei da revisão do zoneamento (Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo), aos vereadores na quarta-feira (3), um dia após o prefeito Fernando Haddad entregar o documento na Câmara Municipal de São Paulo. “Os 156 artigos da proposta consolidam 51 leis que continham mais de 1600 artigos”, explicou o secretário. Franco lembrou que o Plano Diretor definiu os Eixos de Estruturação da Transformação Urbana. “São áreas em que se pretende (com o novo zoneamento) otimizar a oferta de transporte público instalada, permitindo que mais pessoas morem nas proximidades de locais com grande acessibilidade. A proposta de revisão do zoneamento demarca estes eixos como zonas, a Zona de Estruturação Urbana (ZEU) e a Zona de Estruturação Urbana Previsto (ZEUp). Além disso, na Macroárea de Estruturação Metropolitana foram criadas zonas específicas que seguem a mesma lógica de transformação urbana com o objetivo de conferir maior qualidade de vida a estes territórios, a Zonas Eixo de Estruturação da Transformação Metropolitana (ZEM) e a Zona de Estruturação da Transformação Metropolitana Prevista (ZEMp)”, disse o secretário.

Foram preservadas as Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) definidas pelo Plano Diretor e demarcados, como ZEIS 3 (como a da antiga garagem da CMTC da Avenida Imperatriz Leopoldina), em áreas centrais com projetos de HIS (habitação de interesse social). “O objetivo é oferecer moradia digna para quem necessita”, declarou Franco.

Zona Corredor – “A Zona Corredor (ZCor) nasce de uma constatação em ruas junto as ZERs (Zonas Exclusivamente Residenciais) que se degradaram no passado, ficaram ruim de morar, e acabaram por permitir alguns usos específicos. Na Lapa, as Zonas Corredor (ZCor) são as antigas zonas de Centralidade Linear (ZCL), não teve alteração. É uma renomeação e aferição de alguns parâmetros”, explicou  o secretário.

Entre as ruas está a Brigadeiro Gavião Peixoto e Barão de Jundiaí. “Estamos renomeando e estabelecendo tipos de Zona Corredor que vão permitir uma maior ou menor restrição em função das especificidades local”, esclareceu ele. “Ninguém quer uma boate numa zona exclusivamente residencial, mas tem usos que estão diretamente ligados a vida cotidiana como por exemplo uma padaria“, afirmou Franco.

O relator do projeto na Câmara, vereador Paulo Frange (PTB), disse que no caso das areas tombadas (como a City Lapa), não será mexido. “Com relação as zonas corredor vamos debater na Câmara. Nós não podemos é ficar distante da possibilidade daquilo que hoje já é real (ruas consolidadas), mas também não podemos permitir a invasão dessas areas residenciais com atividades que possam impactar os moradores”. 

Agenda ambiental – Entre as novidades da proposta está a criação da Quota ambiental associada  à produção imobiliária. “A Quota Ambiental exige que lotes com área superior a 500m² atinjam determinada pontuação mínima para obterem o licenciamento e a proposta ainda prevê incentivos para aqueles que pretenderem pontuação superior à mínima ou que apresentarem soluções sustentáveis comprovadas por certificação especializada”, revelou o secretário.

Paulo Frange informou que terá mais de 40 audiências públicas na Câmara, pelo menos uma em cada subprefeitura. A  proposta é que o debate se estenda até o fim do ano  com a votação do projeto pelos vereadores. Para Frange, a  participação da sociedade é importante nas audiências que vão definir o que será permitido construir na Cidade. “A região da Lapa é uma das areas onde o desenvolvimento econômico é importantissimo”, conclui Frange.

Parque fechado tem novo|novo administrador

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Paulo César Macedo

Paulo César Macedo é o novo administrador do Parque Leopoldina Orlando Villas Bôas, fechado desde 9 de março pela Justiça à pedido do Ministério Público Estadual por falta de informações da Sabesp (dona do terreno) sobre a análise ambiental e suspeita de contaminação e riscos a saúde dos usuários (a área fica ao lado do local dos tanques desativados pela Sabesp que eram usados para tratamento químico de esgoto).

Macedo é formado em sociologia e atuou no Programa Recomeço, do Governo do Estado. “Venho da área social”, disse Macedo na reunião onde conversou com conselheiros e usuários do parque, dia 1. Ele assume a vaga de Fernanda Luiz, exonerada em 27 de março .

Arquiteto explica proposta para area da CET

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Projeto ganhador foi criticado por internautas da região por não conter áreas verdes

Após a divulgação do vencedor do concurso de estudo preliminar para urbanização do setor A1(conhecido como area da CET) da Operação Urbana Consorciada Água Branca, alguns internautas postaram críticas ao projeto nas redes sociais sobre ausência de verde. 

Eron Costin, vencedor do concurso, explica que o edital tinha regras, uma delas era a praça seca (próxima a Marginal Tietê). “A ‘praça seca’ (de onde sai a passarela de pedestres e ciclistas que vai ligar o empreendimento com o lado contrário ao Rio Tietê) foi solicitada pelo edital do concurso, tratando-se de um local para suportar diversos usos, como realização de shows e festas. Trabalhamos a grande marquise como elemento de proteção aos pedestres em caso de sol excessivo ou chuva, além de também poder comportar atividades comerciais ou artísticas, a exemplo do que acontece com a marquise do Parque Ibirapuera. É importante salientar que as árvores acompanham todos os demais percursos de pedestres, assim como há grande concentração de massa de vegetação nas áreas consideradas como parques. Mas é fundamental lembrar que esta etapa de projeto é preliminar. Após a assinatura do contrato (com a Prefeitura) poderemos dialogar a respeito da pertinência de alterações de projeto, inclusive sobre a questão das áreas verdes”, esclarece o arquiteto e urbanista Eron Costin.

Carreata da OAB-Lapa arrecada Agasalhos

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Carreata da OAB-Lapa arrecada Agasalhos

Peças de roupas em bom estado como agasalhos, cobertores e edredons foram arrecadadas durante a carreta da Campanha do Agasalho realizada no sábado, 30, pela OAB-Lapa em parceria com o Fundo Social de Solidariedade. A ação contou com o apoio da Polícia Militar e escoteiros dos grupos Quarupe e Tocantins.

O triciclo do Maluco Beleza abriu a carreta na sede da OAB Lapa, na Rua Afonso Sardinha, seguindo pelas ruas da Vila Romana, Lapa e Vila Leopoldina. Segundo o presidente da OAB-Lapa, Pedro Napolitano, o resultado foi bom. “Acredito que arrecadamos mais de uma tonelada de roupas. Muita gente não estava preparada e pediu o endereço para fazer a entrega”, afirmou Napolitano. Os interessados em fazer doações têm até a próxima sexta-feira (12). As peças devem ser entregues na sede da Rua Afonso Sardinha, 13 (telefone 3641-0550).

Moradores prestigiam|exposição

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Janice De Piero conversa com amigas e vizinhas sobre o acervo fotográfico

A abertura da exposição “De casa a caso” da artista plástica e moradora da Vila Romana, Janice De Piero, lotou a casa amarela, na esquina das ruas Camilo e Sepetiba na tarde do sábado, 30. Segundo Janice, a mostra na casa (de 1921) não foi por acaso. “Essa casa é muito importante não apenas para minha família como também para a comunidade”, declarou a artista plástica. No local residiram muitas famílias que chegavam da Itália (no final do século XIX).

A de Raul Tonetto foi uma delas. “Quando meu pai veio da Itália foi morar em Amparo e depois de dois anos veio para essa casa da Vila Romana, foi lá por 1930, quando a Rua Sepetiba era uma travessa, a Travessa Camilo, depois chamou Campos Tristes e na época do Jânio Quadros, que abriram a rua, passou a se chamar Sepetiba”, contou Tonetto que reside no Alto da Lapa, mas morou  na Sepetiba por cerca de 40 anos. 

A exposição fica distribuída na sala, quarto e cozinha da casa. O objetivo, segundo Janice, é provocar uma reflexão sobre o passado e o presente do bairro. A articulação da mostra é do artista Rodrigo Bueno, também da Vila Romana. As obras da instalação foram criadas a partir de objetos antigos, documentos e fotos pertencentes à família, vizinhos e amigos da Vila Romana. A abertura da exposição se transformou em reunião de famílias e amigos, muitos não se encontravam há tempos ou nem se conheciam. 

A exposição fica aberta para visitação às segundas, quintas-feiras e sábados, das 14h às 18h, durante o mês de junho e agosto. Em julho, mês de férias, a mostra ficará fechada ao público.

Zona de discussão

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Esta semana o prefeito Fernando Haddad entregou ao presidente da Câmara Municipal a proposta de revisão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, a chamada Lei de zoneamento, que vai determinar o que pode ser construído em cada canto da Cidade pelos próximos anos.

Mesmo após as 41 audiências e oficinas públicas realizadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU), com a participação de mais de oito mil pessoas e 7.629 contribuições, o texto ainda tem pontos polêmicos.

O Executivo manteve na proposta as Zeis 3 (Zona Especial de Interesse Social) em areas mais centrais, como a da antiga garagem da CMTC na Vila Leopoldina (na Avenida Imperatriz Leopoldina). Parte da comunidade, principalmente dos novos condomínios, defendem a criação de um parque-biblioteca no local e aponta problemas de contaminação no terreno (em fase de análise) para construção de moradias. Entre as novidades da proposta está a criação da Quota ambiental associada à produção imobiliária que tem o objetivo de contribuir para a drenagem da cidade. A cota exige que lotes com área superior a 500m² atinjam determinada pontuação mínima para obterem o licenciamento e a prevê incentivos para aqueles que pretenderem pontuação superior à mínima ou que apresentarem soluções sustentáveis.

Na reunião técnica de apresentação da proposta de revisão da Lei à Câmara, o secretário Fernando de Melo Franco (SMDU), ouviu reclamações que parte significativa das propostas sugeridas pela população nas audiências não foram incorporadas no texto final.  Entre as polêmicas geradas pelo texto estava a de criação das Zonas Corredor em ruas lindeiras as Zonas Estritamente Residenciais (ZERs).  Franco disse que a zona corredor é apenas uma renomeação das zonas de centralidade linear, onde ao longo dos anos ficou impossível de morar e acabou ocupada por atividades específicas. Entre as áreas consolidadas que se enquadram no perfil está a Rua Brigadeiro Gavião Peixoto e Pio XI, por exemplo. As zonas de transição previstas no Plano Diretor, entre as áreas residenciais e mistas, não estão na proposta, mas ‎o diretor do departamento de Uso do Solo da SMDU, Daniel Mondanton afirma que as próprias Zonas Corredor terão a função de transição nesses locais. “Ninguém quer uma boate numa zona exclusivamente residencial, mas tem usos que estão diretamente ligados a vida cotidiana como por exemplo uma padaria “, afirmou o secretário. Mesmo assim os moradores das ZERs temem a degradação e lutam pelo direito de morar nas ilhas verdes e sossegados.

As duas associações da City Lapa, Amocity e Assampalba, se uniram na busca da avaliação de um especialista para preservar a área projetada pelos ingleses da Cia City, tombada pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), ligado à Secretaria Municipal da Cultura). Para discutir esses pontos, o legislativo municipal vai promover audiências públicas como última oportunidade da sociedade se manifestar na revisão da Lei de zoneamento antes da votação. 

Em meio a tantos temas polêmicos, os vereadores da Câmara terão a missão de transformar as mais de 40 audiências, em uma zona de discussão, ouvindo os moradores para ajustar a Lei de Zoneamento para toda sociedade. 

Praça terá poço da obra de canalização

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Praça terá poço da obra de canalização

Quem passa pelo cruzamento da Avenida Pompeia com Francisco Matarazzo e Rua Turiassu nota os tapumes na Praça Raízes da Pompeia, separando parte da área de luminárias e da estátua do Conde Francisco Matarazzo. Segundo a SPObras – ligada a Secretaria de Infraestrutura – na Praça Raízes da Pompéia está sendo feita a sondagem do terreno para abertura do poço de apoio para emboque do túnel da obra de canalização do Córrego Água Preta que passará sob a Avenida Pompeia.  De acordo com a SPObras, o poço começa a ser escavado no mês de junho. A presidente da Associação Amigos da Vila Pompeia, Maria Antonietta de Lima e Silva, que cuida voluntariamente da área verde, reclama da falta de informações dos órgãos municipais envolvidos. Antonietta pediu ao secretário de Cultura, Nabil Bonduki, o tombamento da área verde que inclui da estátua do conde Matarazzo. 

Família da calçada ganha cadastro na habitação

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Família espera moradia nos Remédios

A assessora de Planejamento da Secretaria Municipal de Habitação, Márcia Terlizzi participou da última reunião do Fórum Social da Vila Leopoldina, na terça-feira, 26, no salão da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes. Cleuza Aparecida de Souza e sua irmã Rosa da Conceição Ribeiro Gonçalves receberam a informação que serão cadastradas no programa da Secretaria da Habitação. Elas moram com suas filhas há quase 14 anos na calçada da Rua Hassib Mofarrej, na Vila Leopoldina.

“A gente recebeu essa demanda recentemente e vamos cadastrá-los e fazer o encaminhamento. O atendimento definitivo de moradia será no (conjunto em construção) Ponte dos Remédios, possivelmente na primeira etapa (que será entregue o ano que vem), mas a gente tem que ver como fica o acordo do Juiz com relação ao nosso compromisso com os moradores do Moinho (a favela que passou por incêndio em dezembro de 2011 e que a Justiça pede que sejam atendidas as 380 famílias desabrigadas)”, explica Márcia. Segundo Márcia, as famílias da comunidade do Jardim Humaitá, que recebem aluguel social, serão priorizadas para assentamento no conjunto em obras. 

Subprefeitura conclui mutirão na Vila Ipojuca

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Esquina da Rua Tonelero com Votupoca ganha rampas de acessibilidade

A Subprefeitura Lapa conclui neste sábado, 30, a Operação Concentrada de Zeladoria na Vila Ipojuca. No início da manhã, as equipes estarão na Praça Coronel Cipriano de Moraes com Rua Toneleros.

O mutirão de serviços teve início no dia 18. Segundo o balanço parcial da Subprefeitura, já foram promovidos serviços de conservação e limpeza, coleta de grandes objetos, varrição, além da conservação de áreas verdes, limpeza manual e mecanizada de bocas de lobo, poços de visita, ramais e galerias, raspagem de postes e outras ações. No total, foram limpas mais de 154 bocas de lobo, 30 poços de visita, removidas 25 toneladas de objetos em desuso, bem como executadas 50 podas, 5 remoções e 5 plantios de árvores. As equipes também percorreram 63.730 metros quadrados para a realização dos serviços de conservação de áreas verdes nas ruas Bulgara, Croata, Tonelero e imediações. Também foi promovido o serviço de recuperação de guias e sarjetas na Rua Tonelero.  Os cruzamentos da Rua Tonelero (com Haroldo Pacheco e Silva, Votupoca, Húngara e outras) também recebeu a implantação de acessibilidade nos passeios com direcionamento as faixas de travessia de pedestres.