A sub e o ministro

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Na segunda-feira, 25, os diretórios zonais do PSDB na Lapa e em Perdizes promovem encontro aberto à população com a subprefeita da Lapa, Luiza Nagib Eluf. Fica a expectativa de que tal evento não repita a fórmula usada em recente iniciativa do tucanato lapeano, que ao promover encontro com o então subprefeito de plantão optou por um formato no qual o servidor público pouco se expôs ao questionamento do contribuinte e quase nada disse sobre planejamento urbano regional.
A atual iniciativa do PSDB deveria ser encarada pela subprefeita Eluf como um primeiro ensaio no cumprimento da nova lei municipal, aprovada pelos vereadores no dia 19 de fevereiro. Ela obriga, a partir da eleição de outubro, o Executivo Municipal (incluso aí as 31 subprefeituras) a se submeter, a cada seis meses, ao debate público no qual prefeito e subprefeitos divulgarão os indicadores de desempenho relativos à execução dos diversos itens do plano de governo apresentado à sociedade.
Importante lembrar que quem quer que seja o político a ocupar, a partir de 1º de janeiro de 2009, o cargo de prefeito de São Paulo, terá, num prazo de 90 dias, que apresentar um plano detalhado de governo para a cidade e para cada subprefeitura. Isso implica em colocar abertamente metas e realizações em itens como inclusão social, desenvolvimento ambiental, redução das desigualdades sociais, cumprimento da função social da propriedade, promoção e defesa dos direitos fundamentais, entre outras questões. .
Sendo assim, mais do que um balanço sobre quantidade de podas de árvore realizadas, números de buracos tampados, bocas-de-lobo e galerias desobstruídas ou de quilômetros de vias recapeadas – serviços básicos da zeladoria regional – espera-se da subprefeita Eluf uma postura de verdadeira gestora da região, ou seja, a capacidade de indicar, passados seis meses de sua posse, rumos para o desenvolvimento sustentável dos bairros da gente.
E mais. Espera-se que a subprefeita abra, no encontro de segunda-feira, tempo suficiente para que o contribuinte e imprensa manifestem livremente a sua opinião. Afinal, como bem lembrou, dias atrás, o ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, “a imprensa e a democracia na vigente ordem constitucional são irmãs siamesas. Por isso que em nosso país, a liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade, porquanto o que quer que seja dito por quem quer que seja”.

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