Confusão na Rua Doze de Outubro

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Fiscais e guardas-civis durante ação na Doze de Outubro

A Rua Doze de Outubro foi palco de violência numa operação de remoção de ambulantes irregulares na última quinta-feira. A confusão começou por volta do meio-dia quando a responsável pela vistoria e fiscalização da Subprefeitura da Lapa, Leonor Fátima Gallardo, tentou retirar o ambulante conhecido como José Hibison porque ele não possuía o Termo de Permissão de Uso (TPU), documento que permite ao camelô trabalhar em um local determinado na área central da Lapa. Ele teria aberto uma barraca na esquina da Rua Clemente Álvares com a Doze de Outubro.
Outros ambulantes entraram na briga para impedir que os fiscais da administração municipal apreendessem a mercadoria. Alguns camelôs jogaram pedras nos funcionários da vistoria. A tropa de choque da Guarda Civil Metropolitana entrou em ação para proteger os fiscais da Subprefeitura. As lojas que ficam nos dois primeiros quarteirões da Rua Doze de Outubro fecharam as portas.
O líder do Sindicato da Economia Informal, Antonio Pedro da Silva, é acusado de ter incitado os populares contra os funcionários da vistoria. Ele teria jogado um botijão de gás no meio da Rua Doze de Outubro. Este material foi apreendido para averiguação do 7º Distrito Policial da Lapa, onde a ocorrência foi registrada. A delegacia vai abrir inquérito contra sindicalista, e os ambulantes Itamar Silva de Oliveira, José Maria Januário da Silva, José Hibison e um homem, conhecido como Marcelo. Todos negaram o envolvimento no incidente.
Além de Leonor, o ambulante Armando Cruz Bonfim, os guardas-civis Fábio Neves da Silva, Jonas Zeferino Negreiros, Cláudio Reinaldo Domingues, Valdir Neris da Anunciação, Jonatas Andrade das Neves e Luiz Antonio Tegani – este último ficou sem a cobertura do uniforme e do carregador da pistola – foram atingidos pelas pedras, ficando levemente feridos. As vítimas foram levadas ao pronto-socorro do Hospital Sorocabana. Outras pessoas também teriam se machucado, mas a informação não foi confirmada pela polícia.
Um fiscal, que não quis se identificar, disse temer pelos próximos dias, já que a prefeitura vai continuar a realizar a operação de remoção de ambulantes ilegais na região da Rua Doze de Outubro. Os fiscais da Subprefeitura da Lapa não está permitindo também que as barracas saiam do local estipulado no TPU, gerando ainda mais tensão no local.

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