Livro aponta novos segredos de Da Vinci

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O homem moderno que estiver à procura da auto-realização poderá encontrar um caminho para a felicidade e a paz interior se puser um olhar mais atento ao mural A Última Ceia, pintado no século XV, na Itália, por Leonardo Da Vinci. Loucura? Nada disso. Quando se conversa com o simbologista, jornalista e escritor Thiago de Sião, autor de um profundo estudo da obra do pintor italiano, descobre-se que os mistérios escondidos por Da Vinci na pintura que retrata Jesus em sua última refeição com os 12 apóstolos é atual.
No próximo dia 26, Thiago de Sião lança seu livro “Mistérios e Vibrações do Código Da Vinci – As Energias da Última Ceia” na livraria Nobel (rua Cerro Corá, 1968 – às 19h). O autor cearense, depois de morar no Jaguaré, veio para Vila Leopoldina e conhece bem esses bairros. Freqüentador assíduo do Pelezão e do Mirante do Jaguaré, Thiago buscou nestes locais inspiração para escrever o livro. O escritor diz que não foi por acaso que veio para a região. “A Lapa é um dos melhores lugares de São Paulo para se viver, pois tem um dos menores índices de violência , muito verde, centros de cultura e, o principal, é uma região com forte presença religiosa, congregando igrejas de vários credos”.
Acompanhe, a seguir, os principais trechos da conversa que o Jornal da Gente teve com o escritor:

O que levou você a estudar a obra de Da Vinci e a enveredar pela polêmica em torno da relação de Jesus com Maria Madalena, um dos pontos fortes do livro “O Código Da Vinci”?
TS – Eu pesquiso o tema há 13 anos. Participei de estudos sobre as vibrações DIO (aspecto vibratório divino), MAN (vibrações que representam a natureza humana) e PAN (natureza material), que definem os aspectos da personalidade humana. Mais recentemente em minha pesquisa sobre o mural “A Última Ceia” descobri que isso era o foco de Da Vinci ao retratar Jesus e os discípulos à mesa.

Qual é o segredo escondido na obra de Da Vinci? Ele teria mesmo, como sugere Dan Brown, retratado Maria Madalena à direita de Jesus?
TS – “A Última Ceia” não é mais uma obra renascentista puramente religiosa. O que Da Vinci quis traduzir na figura dos 12 apóstolos foram as 12 tipologias humanas descritas por Ptolomeu na Grécia antiga. Aquele tido como João, que muitos passaram a crer ser Maria Madalena, é na verdade um ser andrógeno (misto de homem e mulher), que representa uma personalidade angelical. Já Judas representa a ganância, Felipe, a doçura… Enfim, cada arquétipo humano necessário para existir o Cristo, representado no centro da pintura.

E que lição se pode tirar dessa interpretação da obra para os dias de hoje?
TS – Que o homem do século XXI terá de se preocupar menos com a ciência e mais com o fato de se tornar um homem completo, misto de razão e emoção, intuição e sensação. Assim foi Leonardo Da Vinci, que considero o precursor do Novo Homem, um ser consciente de sua natureza cósmica.

E por quê essa mudança se faz necessária?
TS – Porque há vários indícios de que o novo milênio será uma era de paz. A astrologia, por exemplo, aponta para isso ao descrever a Era de Aquário, na qual entramos. E, nesse cenário, teremos um homem que se enxerga como um ser divino, integral e pleno de luz. Uma mistura de vibrações, como o próprio Cristo. A consciência disso fará de nós pessoas mais felizes e cheias de paz. Claro que, para se chegar a isso, muitos deverão ser eliminados. A política, a igreja, as universidades vão desmoronar, mas isso não significa o final dos tempos. O dia do Juízo Final, não quer dizer que o mundo vai acabar. Mas significa o prenúncio de um novo tempo.

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