Opção pela cidadania

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Quando o assunto é cidadania e ação política, não custa nada voltarmos na linha do tempo e recuperar alguns acontecimentos. Veremos que em 2005, o então prefeito José Serra nos prometia um parque na ex-usina de compostagem.Em 2006, Serra, Alckimin, Kassab, Lembo e vários parlamentares bancaram a idéia do Poupatempo na Lapa. O secretário municipal da Cultura, Carlos Augusto Calil, disse que apoiaria a reorganização do Museu da Lapa, enquanto o subprefeito garantia uma ampla reforma no Mercado Municipal. Já a Secretaria de Saúde prometia solucionar a crise no PS da Lapa. Em 2007, o secretário de Esportes, Walter Feldman, disse que o Pelezão ganharia um Conselho Gestor, e que a comunidade seria parceira em sua administração. Lamentavelmente, nenhuma dessas promessas se concretizou. Administradores e políticos preferiram aderir à famosa estratégia do “deixa como está para ver como fica”.
Por entender que esse modelo de gestão pública é uma afronta à cidadania, o Jornal da Gente optou por realizar reportagens que mostram as terríveis conseqüências desse tipo de administração. Não se trata de fazer oposição sistemática, como apregoam certas vozes. Trata-se de mostrar as terríveis conseqüências que a gestão do “vamos deixar como está para ver como fica” nos lega: equipamentos abandonados; falta de planejamento urbano; ausência absoluta de uma política cultural para os bairros; indefinições quanto ao Poupatempo e Parque Orlando Villas-Bôas; PS com saúde debilitada; gestão de esportes completamente distante da comunidade; subprefeitura que desdenha o associativismo local.
No plano Federal, Lula olhou para o apagão aéreo e fez a sua aposta: esperar para ver no que daria. A sociedade aceitou esse insensato jogo e esperou nada ser feito. Hoje, ela veste luto pelas mortes em Congonhas e pede providências urgentes.
No plano local, guardadas as devidas proporções, a situação é semelhante. Gestores e políticos preferem esperar e conferir mais adiante o resultado. A esse tipo de conduta o JG diz não. E o diz de maneira clara, ética e transparente.
Que todas as entidades, que na Lapa e região representam um determinado segmento da sociedade, possam responder abertamente: é correto ficar à espera de alguma tragédia para ter a coragem de dizer aos nossos administradores e parlamentares que queremos ver respeitado o nosso direito à plena cidadania?

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