Vereador nato

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Em outubro de 2008, iremos novamente às urnas para escolhermos o prefeito da nossa cidade e os representantes que julgamos competentes para ocupar as 55 cadeiras na Câmara Municipal.
Desde já, vale refletir sobre uma questão básica: é ou não relevante que tenhamos no Palácio Anchieta um vereador com raízes num dos bairros da nossa região?
Diante dessa questão o JG tem um posicionamento claro: a região da Lapa precisa marcar posição no cenário político apresentando nas urnas candidatos engajados historicamente com as lutas locais.
Essa visão “bairrista” tem peso maior quando mergulhamos no contexto das eleições municipais, em particular a renovação da Câmara dos Vereadores, uma vez que grande parte das nossas lutas está circunscrita às áreas de responsabilidade da Prefeitura.
Os vereadores são eleitos para propor, aprovar ou revogar leis na esfera municipal, além de fiscalizar os atos do governo municipal (prefeito, secretários etc). Sendo assim, podem ser considerados como a ponte que liga a sociedade ao poder Executivo.
Há décadas, os bairros da gente já não mais se identificam com aqueles, que legitimados nas urnas, incluindo aí as zonas 250 e 374, se apresentam como elos entre a sociedade e a Prefeitura. Sem nos preocupar com a política nos bairros onde moramos, acabamos por optar por uma ação cômoda: depositar nossa confiança em homens e mulheres – que julgamos do bem – descolados de nossas realidades locais na esperança de que possam interceder por nós quando ficamos indignados com a fragilidade de certas políticas públicas.
Nesse caminho que escolhemos, eventualmente alcançamos resultados positivos. Porém, é notório que existe uma grande defasagem entre as nossas demandas por infra-estrutura e serviços públicos municipais e a capacidade de repostas adequadas por parte da Prefeitura. Sendo assim, faz muita falta um interlocutor que, antenado permanentemente à nossa realidade e conhecendo profundamente a raiz dos nossos problemas, consiga dialogar com o Executivo, no sentido de buscar soluções para os males que nos afastam da plena cidadania.
Fatalmente, candidaturas locais a uma vaga na Câmara Municipal nos serão apresentadas nos próximos meses. Temos de avaliar se elas, representam a construção da ponte cidadã capaz de ligar nossa região ao Viaduto do Chá, 15 sede da Prefeitura.

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