Pais rejeitam mudança de Emei para tempo integral

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Pais se mobilizam contra implantação de período integral na Emei Ana Maria Poppovic

A notícia da mudança na Emei Ana Maria Poppovic (Escola Municipal de Educação Infantil) de seis para o período de 8 horas (das 8h às 16h) mobiliza os pais de crianças atendidas pela unidade. Eles querem a manutenção dos dois períodos de seis horas para que seus filhos passem meio período com a família.

Preocupado com o futuro da filha Camilla, Edmilson Occulate Junior é contra o estudo por 8 horas porque quer ter direito de ficar com a filha no período da tarde: “Respeito aqueles que escolhem ter seus filhos neste período (das 8 às 16h), como eu quero ser respeitado por escolher o período de 6 horas. As crianças são pequenas para ficar por 8 horas na escola, é cansativo”, avalia Occulate.

Outros pais reclamam da alteração que, se acontecer, vai mexer com a vida de muita gente. Mãe de João Pedro, Edenilce Alaíde dos Santos deixa o filho na escola às 13h. “Vou trabalhar e pego ele às 19h”, comenta Edenilce.

Inclusão

Entre os problemas apontados por eles está a inclusão de alunos. “A Maria Eduarda, a Duda, tem 4 anos e 8 meses e é portadora da Síndrome Cornélia de Lange e hoje está adaptada na escola”, explica os pais Fábio e Tatiana Alves. “A síndrome causa um retardo neurológico, atraso motor e cognitivo. Em alguns casos, a criança não se alimenta via oral, somente por gastrostomia (caso da Duda). No fim do ano passado fomos convidados a retirar a Duda de uma escola no Pacaembu”, relata o pai de Duda que aponta a dificuldade de encontrar escolas preparadas para receber a filha.  Ele chegou a Emei por indicação de um diretor de escola municipal que sugeriu a Noemia Ippólito e a Ana Maria Poppovic: “Optamos pela Ippólito, mas quando soubemos do período de 8 horas verificamos que seria incompatível com as terapias realizadas pela Duda na parte da manhã. Por este motivo precisamos que a carga horária continue sendo de 6 horas diárias”.

Diretor promete diálogo

O diretor de Educação da região, Marcos Manoel dos Santos, explica que a mudança no período de atendimento da Emei Profª Ana Maria Poppovic para integral está em estudo. Segundo o diretor, o tempo integral na escola é uma vantagem para a comunidade com mais atividades para as crianças e uma adequação na demanda. “Há uma diminuição na procura pela escola pública. Outras unidades (Emeis) já são integral por que não tinha demanda suficiente (Noemia Ippolyto, Ricardo Gonçalves, Neyde Guzzi)”. 

Santos afirma que o levantamento da demanda na Emei será concluído entre agosto e setembro. “A ampliação do tempo só é feita com estudos realistas da demanda”, conclui o diretor de Educação que promete diálogo com a comunidade e respeito às opções das famílias.

2 COMENTÁRIOS

  1. As escolas, tanto municipais como estaduais, não estão preparadas para oferecer estudo em tempo integral! Boa parte do tempo, nas escolas que adotam a integralidade, as crianças ficam sem atividades pedagógicas, ficam soltas no pátio ao Deus dará!!!!

  2. As escolas públicas, tanto municipais como estaduais, não estão preparadas para oferecerem estudo em período integral.Na maioria, onde o período integral vigora, as crianças ficam boa parte do tempo sem atividades pedagógicas, ociosas no pátio da escola!!!

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