Padre reclama de conflito entre celebração e desfile de bloco

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Foto: Maria Isabel Coelho

Maria Isabel Coelho
Bloco ultrapassa horário do final de desfile e interrompe trânsito de veículos

Dos 34 blocos que desfilaram na região, seis deles encerraram a programação de Carnaval no último final de semana, mas um, o Nu Vuco Vuco, que se concentra na Praça Cornélia, em frente a Paróquia São João Maria Vianney causou reclamações por parte de fiéis e do padre Raimundo no sábado, 4, na Vila Romana. “Nós não somos contra bloco de Carnaval, blocos de rua, que fazem parte da cultura popular, mas a prefeitura precisa ver o conflito de interesses. Nós temos uma igreja há 85 anos e missa todo sábado às 4 da tarde, temos a feirinha de artesanato que está instalada aqui (na praça) há décadas e o bloco de Carnaval vem com pessoas vendendo cerveja autorizada pela prefeitura, na porta da igreja. Enfim, um barulho que a gente não consegue celebrar o ato litúrgico”, diz.

Preocupado, o padre disse que estava marcado para o mesmo horário (18h) um casamento e a chegada do bloco que desfilou nas ruas do entorno. “O bloco chega em frente à igreja no mesmo horário que a noiva. Tem que ver que assim como eles têm o direito de se divertir, a comunidade também tem o direito de celebrar sua fé, sem ser incomodada”, lamenta o padre Raimundo da Paróquia São João Maria Vianney.

O desfile do bloco que estava marcado para terminar às 18h (horário docasamento) avançou quase duas horas, mas o carro de som que animava os foliões parou (após às 18h) na Rua Cláudio a poucos metros da praça, garantindo a celebração do casamento. Segundo o prefeito regional Carlos Fernandes, o Carnaval superou todas as expectativas. “Na Lapa tivemos desfile de 34 blocos e foi positivo. Teve alguns probleminhas e, três ou quatro (blocos) que estamos avaliando pata o próximo ano. São blocos que cresceram muito e precisam se descolar para outros locais. Mas é preciso dizer que o cadastro dos blocos é atribuição da Secretaria Municipal de Cultura, o que fazemos junto com a CET é discutir os percursos. A prefeitura vai analisar o Carnaval. O prefeito já anunciou que na Vila Madalena não dá para fazer. Nesse caso da igreja é preciso diálogo. Vamos conversar e ajustar o horário”, conclui o prefeito regional.

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