Moradores fazem abaixo-assinado contra CTA no CDC City

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Foto: Maria Isabel Coelho

Maria Isabel Coelho
Moradores elaboram documento contra Centro Temporário de Acolhimento

Moradores e empresários se reuniram na sede da Associação de Moradores da Vila Ipojuca (Assavi), na quarta-feira (24) para discutir o texto do abaixo-assinado contra a instalação de um CTA (Centro Temporário de Acolhimento para moradores de rua) na antiga sede do CDC City. O documento elaborado pela comunidade da Ipojuca circula pela internet (Avaaz.com) e em folhas impressas pelo bairro.

A notícia sobre a intenção do prefeito de transformar a área vizinha a duas escolas infantis (a CEI Jamir Dagir e a Emei Professora Ana Maria Poppovic) em um abrigo, veiculada no Jornal da Gente do dia 20, pegou a comunidade de surpresa. Cerca de 80 pessoas participaram do encontro coordenado por Paula e Lúcia Skromov. A comunidade reivindica a instalação da Unidade Básica de Saúde da Vila Ipojuca para o local. A região concentra muitos idosos.

Desde 2007 a comunidade luta pelo retorno da UBS da Ipojuca (Wanda Coelho de Moraes), que está na Vila Romana, para o bairro de origem. Naquele ano, a unidade deixou o imóvel (alugado) da Rua Paumari e foi transferida para uma casa (também alugada) da Rua Catão (1266), na vizinha Vila Romana. Foram várias as tentativas para o retorno da UBS à Ipojuca. Em 2013, o presidente da Assavi, Leonildo Siragna entregou ao então secretário de Esportes Celso Jatene, um abaixo-assinado com o pedido da área do CDC da Rua Sepetiba para a UBS. O processo de transferência para a Saúde só foi feita no final da gestão Fernando Haddad e a área foi reservada para instalação de uma UBS.

No novo abaixo-assinado os moradores justificam que, por se tratar de um terreno contíguo à CEI Jamir Dagir, à EMEI Ana Maria Poppovic e à Biblioteca Infanto-Juvenil Clarice Lispector, um entorno com grande número de escolas das redes pública e particular, a instalação do CTA fere gravemente o Estatuto da Criança e do Adolescente. “Tão importante quanto, é o fato de semelhante intenção, ou decisão, não levar em conta a configuração predominantemente residencial do bairro e o impacto de vizinhança, aspecto legal contemplado no PDE – Plano Diretor Estratégico da Cidade – que é diametralmente oposta ao nosso bem-estar e a nossa vontade”, lembra o abaixo-assinado. “Consideramos fundamental o compromisso da Prefeitura em construir a sede própria e apropriada, em termos de acessibilidade e equipamentos, da UBS da Vila Ipojuca, pois esta sim é uma demanda histórica de toda a população do bairro”. A pedido da Assavi, uma faixa foi fixada pela prefeitura na tela do CDC com os dizeres “Destina-se à construção de um equipamento de saúde”, sinalizando que a área está reservada para a unidade de saúde.

A coleta de assinaturas para o abaixo-assinado vai até 2 de junho. “Por sugestão dos membros da Assavi, o abaixo-assinado tem versões impressas na banca de jornal da Dona Cecília, Praça Sá Pinto, em frente à entidade e ao lado da Pizzaria Vituccio”, avisa Paula Skromov. A versão online (Não ao CTA e Sim à UBS Vila Ipojuca) pode ser acessada na página da Vila Ipojuca no Facebook.

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