Secretário das Subprefeituras visita redação do JG

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Foto: Tiago Gonçalves

Tiago Gonçalves
Subprefeito da Lapa Leo Santos e o secretário Alexandre Modonezi discutem zeladoria

Alexandre Modonezi, secretário municipal das Subprefeituras, visitou a redação do JG na quinta-feira (11), acompanhado pelo subprefeito da Lapa Leo Santos. Antes, eles fizeram uma vistoria na Avenida Doutor Gastão Vidigal, onde foi realizado um mutirão de serviços, com corte de grama, limpeza de boca de lobo, pintura, entre outros.

O secretário falou sobre a mudança do papel das prefeituras. “Zeladoria é, na minha opinião, a coisa mais importante da cidade. É o que atinge rapidamente o cidadão e é indispensável para ter uma cidade organizada. O próprio termo zeladoria é uma coisa muito nova para a gente, estávamos acostumados a inaugurar novas obras”, diz.

Sobre as podas de árvores, demanda frequente na região, ele afirma que hoje existe um estoque de 52 mil pedidos de poda na cidade, dos quais 50 mil necessitam de apoio da Enel para remoção, com galhos que ficam embaixo de fiação e necessidade do desligamento da rede para a realização do serviço. “Estamos cobrando a Enel porque não é possível a concessionária não fazer esse atendimento para cidade. Ano passado tivemos um funcionário morto e três feridos, não podemos correr esse risco. Eles (Enel) são remunerados para manter o circuito funcionando, não querem desligar, mas se não desligar não conseguimos fazer a poda”, afirma. Ele cita a queda de mais de 200 árvores em fevereiro deste ano, após um temporal, e afirma que das 200 apenas três não estavam embaixo de fiação.

Sobre tapa-buraco, Modonezi afirma que está em andamento um mutirão que, em 40 dias, deverá fechar 38 mil buracos. Ele aponta o fechamento da usina de asfalto da Barra Funda e o período chuvoso como motivos dos pedidos parados. Com a atualização do programa de metas da Prefeitura, que prevê o fechamento de 540 mil buracos até o final da mandato, Modonezi explica que são abertos 200 mil novos buracos por ano na cidade. “Com 980 milhões de m² (de vias) precisa de R$ 9 bilhões para recapear. Se a cidade não gastar de R$ 400 milhões a R$ 500 milhões por ano no recape, de forma que em dez anos você consegue ter a cidade toda recapeada nas principais vias, você entra em um processo de deterioração da malha, que é o que está acontecendo hoje”, explica.

Outra dificuldade citada pelo secretário são os reparos feitos pelas empresas que também fazem intervenções nas vias. “Uma discussão que a cidade precisa fazer é sobre a qualidade dos serviços prestados pelas concessionárias. Quem estraga o asfalto da cidade não é a cidade, mas a Sabesp, Comgás e demais. As empresas fazem remendos, usam um asfalto que afunda, e a prefeitura tem que refazer o serviço. É um patrimônio da cidade e não conseguimos fazer com que os prestadores façam um serviço de qualidade”, relata. Segundo Modonezi, até o fim da gestão devem ser investidos R$ 700 milhões em tapa-buraco.

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