Zoneamento para quem?

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A gestão Bruno Covas, altera agora a Lei de Zoneamento de São Paulo. Com o pretexto de fazer “ajustes” no zoneamento, a cidade pode sofrer a mais drástica ameaça ao seu funcionamento e corre o risco de entrar em colapso. Esta pretensão teve início na gestão João Doria mas, de tão polêmica, não avançou.

Permite prédios mais altos sem levar em conta a sustentabilidade da cidade. Nas Zonas Mistas, o gabarito de altura dos prédios que é de 28m passaria a 48m. Seriam prédios de 16 a 18 andares onde hoje só podem 9 andares, nos miolos dos bairros. Nas Zonas de Centralidade a altura passaria de 48m para 60m, ou seja, prédios com 18 a 20 andares.
Põe por terra o conceito do Plano Diretor de concentrar edifícios altos onde tem transporte coletivo de massa e manter o resto da cidade com edifícios mais baixos.

A proposta privilegiaria interesses dos Fundos Imobiliários, que precisam remunerar suas aplicações com liberdade para construir o que seria mais rentável sem as “amarras” do zoneamento, alterando índices (gabarito), fato proibido pela atual legislação.

Esta lógica do planejamento urbano com visão focada no viés econômico e no mercado imobiliário leva a decisões de políticas urbana e pública dissociadas do bem-estar coletivo, atendendo pretensões de um setor econômico em detrimento do princípio da impessoalidade e do obrigatório interesse público.

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