Paróquia coloca faixa para pedir respeito às missas

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Foto: Bárbara Dantine

Bárbara Dantine
Faixa pede que desfiles de blocos na Praça Cornélia sejam revistos

Desde quinta-feira (30) é possível ver uma faixa na Paróquia São João Maria Vianney, na Praça Cornélia, com os dizeres “Carnaval na frente da igreja cerceia o direito a culto religioso (CF Art. 5º VI). Vamos rever Prefeitura?”. Isso porque estão previstos quatros blocos de rua na praça durante o período de carnaval, sendo que um deles ficará fixo no local no domingo, dia 1º de março, data em que serão realizadas quatro missas na paróquia. “A igreja não é contra o carnaval desde que seja em um local adequado para não atrapalhar o direito ao culto religioso e isso vale para qualquer religião. A gente não se opõe ao evento que será em uma terça-feira, porque a igreja não vai estar aberta, mas o domingo é sagrado para os católicos e teremos quatro missas. Com o bloco fixo na praça e foliões no entorno vai atrapalhar a chegada dos fiéis”, explica o Padre Raimundo Vieira da Silva.

Segundo o Padre, é o terceiro ano que a Praça Cornélia recebe blocos de carnaval de forma conflituosa com a agenda da paróquia. “Tivemos transtornos no entorno da igreja como urina nas escadarias, bebidas alcoólicas vendidas na porta da igreja, foliões seminus constrangendo idosos, crianças e fiéis que vieram à missa, além do barulho e dificuldade para acessar a paróquia”, diz. “Para tentar sanar o problema, no ano passado foi colocado um gradil na escadaria da igreja, mas não resolveu porque também foi difícil para os fiéis passarem pela multidão e entrarem na igreja. Com essas experiências nos anos anteriores, enviamos um ofício em outubro do ano passado, antes de começar o planejamento do carnaval de rua, para a Secretaria Municipal de Cultura e Subprefeitura Lapa, mas não tivemos resposta. Volto a dizer que não somos contra o carnaval e até sugerimos outros locais como a Praça Tupã, mas não aqui, bem no horário das missas”, completa o Padre Raimundo.

Sem perder o bom humor, o Padre afirma que, caso não seja possível mudar os blocos de lugar, vai trocar a faixa na frente da igreja nos dias de evento e colocar outra chamando os foliões para deixarem o bloco e se juntarem à paróquia.

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