Chuva causa perda de mais de R$ 20 milhões em produtos

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Foto: Divulgação

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Ceagesp descartou cerca de 7 mil toneladas de alimentos por questões de segurança

Com a enchente de segunda-feira (10) na Ceagesp, estima-se que o entreposto deixou de comercializar cerca de 7 mil toneladas de alimentos, entre frutas, legumes e verduras, o que significa um prejuízo aproximado de cerca de R$ 20 milhões, além de R$ 4 milhões em vendas que não foram realizadas com o fechamento dos portões. Por questões de segurança alimentar, a Ceagesp afirma que todos os alimentos contaminados ou que tiveram contato com as águas da enchente no Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) foram recolhidos para serem devidamente descartados. Na terça-feira (11), os portões permaneceram fechados para evitar a circulação de caminhões e transeuntes, as feiras de flores e pescados foram canceladas e a direção da Ceagesp realizou uma força-tarefa de limpeza no local.

O entreposto voltou a funcionar às 14h da quarta-feira (12), com muitas críticas em decorrência do trânsito de caminhões no entorno que aguardavam para realizar entregas, e por parte de permissionários que tiveram dificuldades para que colaboradores entrassem na Ceagesp para arrumar e limpar os boxes nos dias anteriores. Outro problema foi a necessidade de retirar os cerca de 250 caminhões quebrados que estavam estacionados na Ceagesp na hora da chuva. Mecânicos e guinchos também não puderam entrar no entreposto durante o período de limpeza.

O ETSP é o maior entreposto da América Latina e comercializa em média 9 toneladas de alimentos por dia.

Mercado da Lapa
Ao contrário de fotos que circularam pelo WhatsApp e mídias sociais, o Mercado Municipal da Lapa não alagou na segunda-feira (10). “Nós temos comportas nas dez entradas que se encaixam com borrachas. A água tem que passar de 1,60 metro para entrar. Nossas mercadorias e a estrutura interna ficaram protegidas, mas o entorno estava inacessível”, explica Carlos Sanchez, presidente da Acomel (Associação dos Comerciantes do Mercado da Lapa). Os permissionários que estavam no mercado na segunda-feira votaram e decidiram não abrir as portas. “Estávamos com poucos faxineiros e seguranças, então nos reunimos, fizemos uma votação e por precaução optamos por não abrir o mercado”, completa Sanchez. Na terça-feira (11) o Mercado da Lapa funcionou normalmente.

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