Trabalhar ao invés de celebrar

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Dedicar-se ao trabalho ao invés de comemorar, essa foi a escolha do comandante do 4º BPM/M para a terça-feira (16) quando a unidade completou 50 anos. Também não haveria outra alternativa já que ainda vivemos um momento difícil da pandemia. Se por um lado vemos a flexibilização das restrições para auxiliar na retomada da economia, o crime por sua vez não tira férias e a Operação Cinquentenário teve resultados consideráveis, como você poderá conferir nas páginas a seguir.

Por falar em celebrar, estamos no período do ano em que divulgaríamos a relação de festas juninas e quermesses da região, que não são poucas, muito apreciadas pelos moradores. As escolas e paróquias tiveram que se adaptar, preparando os quitutes tradicionais para serem entregues em casa ou retirados no formato de drive-thru. Uma forma de conseguir recursos nesse período que está afetando o bolso de todo mundo.

Durante a semana foi possível ouvir uma comemoração coletiva à distância. O aniversário de oito anos de um menino foi festejado em família na segunda-feira (15) com direito a bolo na varanda em um prédio na Pompeia. Muitos vizinhos uniram suas vozes e palmas na hora do parabéns. Uma festa atípica, mas inesquecível. Se tem algo que essa pandemia trouxe e que poderia continuar é a solidariedade. Antes, não era incomum sequer sabermos o nome dos vizinhos que moram no mesmo andar que a gente. Hoje vemos muitas pessoas que se disponibilizam para fazer compras de forma que os idosos que moram próximos não precisem se expor, além de muitas iniciativas de doações. O isolamento, afinal, nos deixou mais próximos.

Já a Prefeitura e a Enel celebraram um novo convênio para a realização de podas na cidade, uma forma de tornar o serviço mais eficiente para os agentes envolvidos, melhorar a forma de monitorar e documentar o que foi feito, além de preservar as árvores. Os sacos de lixo com folhas e galhos deixados nas ruas após uma poda podem estar com os dias contados. E que o verde também seja melhor preservado para a saúde de todos. Depois desse confinamento forçado, mas necessário, qualquer passeio por ruas arborizadas ou parques será muito mais valorizado.

Para que possamos celebrar datas especiais, aniversários e voltar a usar os espaços públicos e comunitários livremente, não podemos relaxar agora. Embora os casos leves de Covid-19 sejam os mais comuns, não é fácil estar com uma doença que não sabemos como vai se desenvolver, que oscila muito, com dias bons e ruins intercalados, e consequências sintomáticas que, segundo relatos, persistem mesmo após o período ativo da doença. Vamos nos cuidar para poder celebrar a vida.

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