Marcas

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Tem gente nova na subprefeitura. Fernanda Galdino foi nomeada ao principal cargo administrativo da região no último dia 9 e já teve sob seus cuidados o distrito da Penha, maior e com características mais diversas que a Lapa. Ela foi a primeira mulher no cargo do bairro da Zona Leste. Por aqui já tivemos subprefeitas anteriormente, como a Soninha Francine e a Luiza Eluf que tiveram gestões de destaque. Sempre bom ver mais mulheres na política, quando ainda temos apenas 16% de vereadoras eleitas e 15% de deputadas no país. Que assim como suas predecessoras, a Fernanda Galdino deixe uma marca positiva.

A cada eleição em que ocorre mudança de partido boa parte dos servidores das subprefeituras são trocados. Dessa vez não houve mudança de partido e o prefeito Ricardo Nunes reitera frequentemente que sua gestão é a continuidade do trabalho de Bruno Covas. Quando esteve no mutirão de zeladoria da Vila Ipojuca Nunes disse que nenhum subprefeito ou secretário seria trocado, a menos que seu trabalho não correspondesse às expectativas da gestão. Não foi o caso de Caio Luz, que migrou para um posto onde ao invés de uma, será responsável por 32 subprefeituras, junto ao secretário Alexandre Modonezi. Mas ao contrário do que disse o prefeito a mudança veio. Sabemos que na política dificilmente essas falas se sustentam.

Essa semana a Câmara aprovou a venda de terrenos municipais para a iniciativa privada sendo que a maior parte dos recursos arrecadados será revertida para equipamentos de saúde. Entre eles está o Hospital Sorocabana que poderá receber um aporte de R$ 30 milhões, valor excelente para avançar em sua reabertura. Porém esses terrenos estão sob um contrato de concessão de uso por um hospital pelo período de 38 anos. É um pouco otimista pensar que alguém estará disposto a fazer um investimento hoje para ter retorno após quase quatro décadas. Mas na cidade sedenta por grandes terrenos e especulação tudo é possível. Tomara que a reabertura do Sorocabana ocorra em um período bem menor, embora já tenha sido noticiada como marca da gestão Bruno Covas, sem mencionar que o hospital foi reaberto apenas de forma parcial.

Já um caso curioso que despertou grande simpatia foi a história do casal que está em busca de um quadro perdido. A obra foi esquecida do lado de fora durante uma mudança e agora seu paradeiro é desconhecido. Pode ter sido levada por alguém ou coletada como se tivesse sido descartada. Todos temos objetos assim, que nos marcam por lembrar de alguém, de um momento, de uma viagem, enfim um valor afetivo imensurável que não se compara ao valor material. Tomara que esse reencontro possa ser noticiado em uma próxima edição.

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