A Estação de Transbordo Anhanguera e os benefícios para a cidade

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Foto: Divulgação

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Vista geral da área verde e de convivência

A LOGA (Logística Ambiental de São Paulo) iniciou, em 19 de julho, as atividades de construção da Estação de Transbordo Anhanguera – ETA. No projeto está prevista a revitalização da área verde hoje existente, que contempla plantio de novas árvores, instalação de equipamentos de esportes e lazer, além da edificação de um Centro de Convivência e de um Centro de Recreação Infantil, tudo aberto à sociedade.

Trata-se de um importante espaço de lazer numa região de grande concentração industrial e carente desse tipo de equipamento de uso público. A iniciativa, que foi resultado de tratativas e discussões com a população ao longo do processo de aprovação do empreendimento pelos órgãos competentes, terá segurança e iluminação 24 horas com manutenção e conservação a cargo da empresa. Será um importante mecanismo de melhoria das condições de degradação e abandono existentes no local e seu entorno.
A área de lazer contemplará um mirante cercado por ampla área verde, quadra esportiva e pista de caminhada. O muro atual será removido e substituído por cercamento adequado, integrando a rua e a área de lazer disponível à população.

O Centro de Convivência visa à promoção de atividades de educação ambiental, além de cultural, treinamentos e eventos, abordando temas referentes a meio ambiente e sustentabilidade. O espaço para recreação infantil será dirigido às crianças das comunidades próximas.

O Centro de Convivência deverá ser geridos com a participação da comunidade local, estabelecendo uma programação conjunta das atividades com a vizinhança.

A Estação de Transbordo Anhanguera

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Ilustração do galpão da Estação de Transbordo Anhanguera

A nova Estação de Transbordo Anhanguera – ETA será construída na face Norte do terreno, totalmente separado da área verde e de convivência.

A ETA será o segundo transbordo instalado pela LOGA, que já conta com o da Ponte Pequena, no Bom Retiro. Terá a importante função de transferir os resíduos sólidos recolhidos por caminhões menores – os compactadores de coleta – para carretas maiores, que os levarão para o aterro sanitário, localizado em Caieras, devidamente licenciado e fiscalizado pelos órgãos ambientais. Esta é uma operação fundamental para que os caminhões coletores circulem menos pela cidade, reduzindo a queima de combustíveis e a poluição. Além disso, voltam mais rapidamente aos bairros, melhorando muito o serviço oferecido à população.

A estação de transbordo é uma unidade de transferência de resíduos, licenciada e fiscalizada pelos órgãos estaduais e municipais competentes, portanto, não é um depósito de resíduos sólidos.

A operação de transferência ocorrerá em galpão fechado, com tecnologias modernas, formada por sistema de exaustão, que opera em pressão negativa e impede a saída de odores. A ETA terá, ainda, filtros de carvão que limpam o ar, antes de sua liberação, até 10 vezes por hora e será revestida com telhas acústicas, reduzindo ruídos do ambiente. O fosso será impermeabilizado, sem riscos de contaminação do solo ou da água, e todo o efluente gerado será captado e tratado por fornecedor qualificado. Semanalmente ocorrerá o chamado “momento zero” do equipamento: o fosso é completamente esvaziado e passa por limpeza rigorosa, como ocorre no transbordo do Bom Retiro.

Atualmente, a cidade de São Paulo conta com apenas três transbordos, sendo um operado pela LOGA (Estação de Transbordo Ponte Pequena – 5.500 toneladas/dia – maior do Brasil). Quando concluída, a ETA minimizará o risco de colapso no sistema, dividindo as operações com a Ponte Pequena.

Comparando-se São Paulo, com cerca de 13 milhões de habitantes e apenas três transbordos, à cidade do Rio de Janeiro, com cerca de 6,7 milhões de habitantes, que conta com cinco transbordos em operação, verifica-se que a capital paulista sofre com a logística da coleta de resíduos sólidos, com sério risco ao sistema de limpeza urbana e isso afetaria diretamente a população.

Com relação aos possíveis impactos, a LOGA vem ouvindo os moradores ao longo do processo de aprovação da ETA e, por isso, reviu todo o trajeto dos caminhões, que não passarão pelas ruas menores e residenciais do bairro, pois as saídas e entradas ocorrerão por vias de grande circulação.

O trajeto será o seguinte: as chegadas serão feitas pela Avenida Alexandre Colares, percorrendo-se um pequeno trecho da Manoel Domingos Pinto, apenas até a altura do nº 400 da via. As saídas ocorrerão pela Alexandre Colares e Rodovia Anhanguera. Será uma média de 15 veículos por hora entre caminhões e carretas, evitando os horários de pico, o que não gerará mais trânsito no bairro. Vale lembrar que todas as manobras acontecerão apenas no interior do terreno da unidade.

A nova estação terá, ainda, um processo permanente de controle de pragas. Não haverá derramamento de chorume nas ruas, pois os caminhões de coleta possuem dispositivos para armazenar os líquidos, que são enviados para tratamento.

Além disso, a concessionária está investindo na descontaminação de pequena área no terreno, situada em local diferente de onde serão instaladas as áreas de lazer e de convivência e, também, o galpão que abrigará o transbordo. Portanto, nenhuma das benfeitorias previstas no projeto situa-se sobre o local, que já está em processo de remediação, acompanhado pela CETESB. Por ser uma região de ocupação histórica por atividades industriais, vários terrenos no entorno são hoje objeto de processos junto à CETESB.

O projeto do transbordo, que já está em andamento, possui todas as licenças e autorizações necessárias para a instalação do empreendimento. São elas: Licença de Instalação nº 29003412, emitida em 20/08/2018, pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB; Alvará de Execução de Edificação Nova nº 123-20-SP-SAO, emitido em 13/01/2021, pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento de São Paulo; e Termo de Compromisso Ambiental – TCA 023/2018 – emitido em 07/03/2018, pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente.

Interação com a comunidade

Além das autorizações, a LOGA sempre prezou pelo relacionamento transparente com a comunidade local e se manteve a disposição desde os primeiros atos de licenciamento, promovendo abertura para diálogo pré e pós a audiência pública, que ocorreu em 2015. Foram realizadas reuniões, publicações em veículos de comunicação, convites para conhecer a Estação de Transbordo da Ponte Pequena, comunicações visuais no entorno do terreno, disponibilização de canal de atendimento para sanar dúvidas sobre a unidade e deslocamento de agentes ambientais para atenderem in loco a comunidade, dentre outras ações.

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Atendimento à população local sobre o Transbordo

Os contatos feitos pela comunidade, desde o início da obra, em 19 de julho, foram respondidos, em sua maioria, em até 48 horas. A empresa continua mantendo todos os canais abertos e permanece esclarecendo a todos os questionamentos recebidos. Os moradores podem entrar em contato pelo WhatsApp (11) 98588-7958 ou o e-mail atendenteETA@Loga.com.br, exclusivos para a fase de obra.

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