Monitores ambientais

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Maria Jocevânia da Silva, Cíntia Daniela do Nascimento, Maria Joscecleide da Silva e o professor Ma

Um oásis na Ceagesp. Essas foram as palavras que o educador ambiental Marcos Victorino, técnico agrícola que trabalha no Centro de Educação Ambiental da Associação Nossa Turma, se referiu ao descrever seu local de trabalho. O Centro funciona há um ano dentro da Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo e já começa a colher seus primeiros frutos, transformando jovens sem perspectiva em ativos multiplicadores de conhecimento na área de meio ambiente.
Os 30 adolescentes são moradores do Cingapura Madeirite e estão aprendendo a respeitar a natureza, por meio dos cursos de horticultura, jardinagem e paisagismo, oferecidos pelo Nossa Turma. A partir deste mês, os cinco jovens de 15 a 18 anos que mais se destacaram vão ganhar todo o mês R$ 40,00 e uma cesta básica. Segundo Antônio Jorge Cunha, da Associação Nova Leopoldina, que dá sustentação ao Nossa Turma, os adolescentes estão sendo preparados para trabalharem na Cobasi, uma das empresas parceiras, onde vão aprender a prática da jardinagem no mercado de trabalho. Os alunos ainda assistirão a filmes e peças de teatro, além de visitar o Projeto Pomar e universidades para que possam conhecer outras realidades ambientais diferentes.
“A educação é uma via de mão dupla. Os professores transmitem conhecimento e aprendem com a experiência de vida dos alunos”, destaca Victorino, empolgado com o trabalho junto aos jovens. Ele disse que a aprendizagem está ajudando a formar os moradores do Cingapura, que não foram preparados para sair dos hábitos da favela. Victorino, que instrui os jovens desde maio deste ano, disse que todas as ações da entidade necessitam do respaldo dos moradores para que respeitem o meio em que vivem.
“Alguns moradores do Madeirite roubam areia dos jardins porque não se sentem donos do local. Acham ainda que o Conjunto Habitacional pertence à Prefeitura. Mas isso mudará, graças ao trabalho dos alunos junto com o empenho da comunidade, principalmente das crianças”, torce o educador ambiental. O primeiro passo é restaurar os jardins que ficam nos blocos do Cingapura. O objetivo maior é que os jovens se tornem agentes multiplicadores na própria comunidade.
Cerca de 400 mudas são preparadas a cada semana. O curso é oferecido durante meio período de todas as terças e quartas-feira. As plantas se destinam à reposição da vegetação que fica no canteiro central da Avenida Gastão Vidigal, pois muitas mudas são arrancadas ou roubadas por vândalos na região.
O Centro de Educação Ambiental abrirá inscrições para outras 30 vagas na segunda quinzena de outubro. O aluno interessado deverá ter entre 14 e 18 anos e levar carteira de identidade e atestado de matrícula da escola. “Queremos também mais voluntários e entidades para que somem esforços com novos projetos para oferecer a esta comunidade”, observa Victorino, afirmando que cinco pessoas das mais variadas áreas procuraram recentemente a associação. “O Nossa Turma pretende ser um pólo integrador entre os moradores do Cingapura e os agentes sociais”, arremata. Quem quiser conhecer melhor a entidade, bem como patrocinar a Associação Nossa Turma, basta ligar para a coordenadora do projeto, Maribel Polloni de Donato, pelo telefone 3643-3737.

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