Secretaria investiga uso indevido de parque para evento de airsoft

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Foto: Arquivo JG

Arquivo JG
Grupo faz confraternização no Parque Orlando Villas-Bôas fechado pela Justiça

A confraternização de um grupo de airsoft reuniu cerca de 60 pessoas no Parque Orlando Villas-Bôas no domingo (4). O parque está fechado por determinação da Justiça (a pedido do Ministério Público) desde março de 2015 por suspeita de contaminação do solo. Após denúncia, a reportagem do Jornal da Gente esteve no local e constatou a presença de pessoas com roupas camufladas na confraternização que contou com uma estrutura de alimentação.

Segundo um homem (loiro e alto) da organização, o evento era da empresa CTTR (Centro de Treinamento Tático e Recreação) para festa de airsoft e tinha autorização para uso da área municipal.

O praticante de airsoft utiliza armas de pressão com extremidade pintada de laranja ou vermelho vivo para diferenciá-las das armas de fogo. O airsoft é um esporte popular em países asiáticos onde armas reais são difíceis de serem obtidas devido às leis locais. Em nota, a empresa CTTR esclarece que não tem responsabilidade e não promoveu o evento ou confraternização de qualquer espécie, envolvendo pessoas trajadas com roupas camufladas e com equipamentos nas dependências do Parque Orlando Villas-Bôas, na Avenida Embaixador Macedo Soares, 6715, ou na ex-usina de compostagem (também área pública da Prefeitura) interditada, ao lado do parque, com entrada pela Avenida Ernesto Igel, 631/645, na Vila Leopoldina. O CTTR afirma também que jamais submeteria qualquer praticante de suas atividades a tal risco (em área contaminada).

Questionada sobre a autorização do evento em área fechada pela Justiça, sobre a falta de segurança e buracos na cerca (retirada de pilares de concreto do muro), a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente informa que o uso do espaço não é autorizado para nenhum tipo de evento, público ou privado, durante a vigência da medida judicial que determinou o fechamento do parque. A SVMA aguarda decisão da Justiça para sua reabertura.

O órgão informa ainda que suspendeu dois funcionários responsáveis pela administração do parque, que serão submetidos a processo administrativo, e investiga o caso de uso indevido da área para adotar as medidas cabíveis.

De acordo com a secretaria, o contrato de vigilância patrimonial está sendo renegociado e a segurança da área está a cargo da GCM, que tem uma base instalada próxima ao parque. Os reparos na cerca serão executados pela equipe de base no final de semana. Os pilares serão chumbados para evitar que sejam retirados. Os serviços de poda estão previstos para a próxima semana.

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