Cada um com seu papel

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Um bairro melhor para todos se faz com o esforço conjunto entre a população e o setor público. Disso ninguém duvida! Mas, em alguns casos, cada parte tem que saber exatamente qual é o seu papel e até onde pode ir sua contribuição. Se não for assim, o trabalho corre o risco de reverter em prejuízo tanto para os cidadãos quanto para a administração municipal.

O plantio de árvores ou vegetação em áreas públicas é um desses casos. Por mais que, nós, cidadãos, queiramos contribuir com a manutenção do verde – tão necessário – em nossa cidade, e especialmente no bairro onde moramos, não podemos sair por aí plantando qualquer tipo de espécie a nosso bel prazer.

Sobre esse assunto, a lei diz claramente que “o plantio de espécies vegetais em áreas públicas por moradores não é permitido sem autorização e acompanhamento técnico dos órgãos competentes.”

E isso faz todo o sentido, pois se não fosse assim a cidade certamente estaria “infestada” por espécies que, ao invés de embelezar, fazer sombra e proteger as áreas livres, estragariam o solo ou danificariam os fios da rede elétrica, prejudicando a nós mesmos, moradores.

Por isso, é importante a postura firme manifestada pela Subprefeitura Lapa em relação a uma denúncia, recebida pelo JG, de plantio de espécies como mudas de feijão, milho e espada de São Jorge feito recentemente por um morador na rotatória da esquina das ruas Sepetiba e Mipibu, na Lapa. Ali, inclusive, está em implantação um jardim de chuva, mecanismo que irá ajudar a absorver a água da chuva e evitar os constantes alagamentos no local. Por esses dois fatores, a vegetação a ser plantada no local deve ser bem estudada. Segundo nota enviada à reportagem do jornal, “as mudas serão retiradas, já que seu cultivo no local é tecnicamente inadequado, podendo comprometer tanto a segurança viária quanto a função do jardim de chuva”.

Em defesa de ambas as partes – cidadãos e poder público – não esperávamos da Sub Lapa resposta diferente! Afinal, se cabe à população exigir uma cidade mais verde – especialmente em meio à crise climática pela qual passamos -, é função do município definir as espécies adequadas para cada área pública. E, além disso, fiscalizar quando o munícipe ultrapassa os limites de seus direitos.

Se, em casos como o descrito acima, as duas partes cumprirem com zelo e comprometimento o papel que lhes cabe, aí sim todos ganham. E nosso bairro, bem como a cidade inteira, colherá os frutos.

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