Barulho em bar perturba moradores da Vila Ipojuca

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Conseguir dormir à noite tem sido algo difícil para quem mora nas imediações da Rua Ponta Porã, na Vila Ipojuca. O problema começou há cinco anos, quando o imóvel localizado no número 114 da rua foi alugado para o Bar Toma Toma. Segundo os moradores, o local tem funcionado como casa noturna, ficando aberto durante a madrugada com a venda de bebidas alcoólicas. “Os jovens que frequentam o bar tomam conta das calçadas, gritando e promovendo algazarra. A situação se agrava ainda mais nos fins de semana e vésperas de feriados, quando são contratados DJs que utilizam amplificadores de som potentes para tocar músicas populares. Quanto mais a noite avança, maior o volume e a intensidade da gritaria. É frequente que o barulho se estenda até às quatro ou cinco da manhã”, relata Annabella Andrade, que faz parte do coletivo” O Direito Achado na Rua”,

Os altos níveis de ruído já foram, inclusive, comprovados por um relatório técnico de poluição sonora. De acordo com o documento, “os registros das medições feitas no local evidenciam que o bar opera com emissão sonora acima dos limites legais, causando impacto direto ao sossego da vizinhança, especialmente em horário noturno, com picos incompatíveis com qualquer tolerância urbana razoável”. Realizadas por volta da meia-noite, as medições chegaram a registrar níveis máximos de ruído acima de 78 dB, quando o permitido por lei, após às 22 horas, é até 50 dB.

Para tentar um acordo com o proprietário do bar, os moradores, com a ajuda dos vereadores Eliseu Gabriel (PSB) e Nabil Bonduki (PT), marcaram uma Audiência de Conciliação, para a qual também foram convidados a Subprefeitura Lapa e o Conseg Lapa. “A audiência aconteceu na terça-feira, 5, mas nem o proprietário do bar nem um representante da subprefeitura estiveram presentes”, diz Annabella. “A Sub Lapa informou, apenas, que fiscalizou o estabelecimento, e emitiu um Auto de Infração, mas não apresentou a copia do documento”.

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