Transição sem atropelos

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Ao nomear o ex-chefe de Gabinete da Sub Lapa, Danilo Antão Fernandes, como nosso novo subprefeito, acolhendo a indicação de Paulo Adriano Telhada, que deixa o cargo para concorrer a uma vaga no Legislativo, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) deixa transparecer a preocupação – bastante positiva – em finalmente manter uma continuidade de gestão na região. Além disso, com uma sequência de três coronéis ultimamente indicados para o posto, demonstra claramente sua preferência por colocar militares em postos-chave na estrutura do executivo municipal, como é o caso da Subprefeitura Lapa.

A troca de oito subprefeitos em menos de cinco anos de gestão Nunes deu a nós, moradores, a sensação preocupante de que a Sub Lapa tem funcionado, por um longo período, como se estivesse acéfala, carecendo de um direcionamento administrativo, já que cada mudança de comando significou a interrupção de um trabalho linear que garantisse à região, por exemplo, serviços de zeladoria eficientes e realizados em um prazo minimamente decente. Prova disso são as filas de protocolos 156 à espera de atendimento que só aumentaram de gestão a gestão.

Telhada, que ficou um ano no cargo, foi alçado ao posto de subprefeito da Lapa por vontade do próprio Ricardo Nunes, interrompendo um ciclo de indicações impostas por membros do Legislativo Municipal visando favorecimentos políticos. E agora, ao fazer seu sucessor, garante a continuidade de um trabalho e, com isso, a possibilidade de a população, seja individualmente ou representada pelas entidades que atuam na região, conseguir estreitar o diálogo com o poder público municipal.

Ao optar por uma transição sem atropelos em uma subprefeitura que já viu absurdos como uma subprefeita – Fernanda Galdino – sair presa do prédio da Rua Guaicurus acusada de corrupção, ou um subprefeito – Luiz Carlos Smith Pepe – que ganhou as páginas dos jornais por suspeitas de irregularidades administrativas, o prefeito dá aos lapeanos a chance de voltar a confiar no trabalho da Sub Lapa. e, o que é importante, de continuar a ter no cargo alguém, a princípio, sem rabo preso com políticos desonestos que olham apenas para seus próprios interesses eleitorais. É isso que que, nós, lapeanos, queremos e merecemos!

O coronel Antão tem tudo para estender seu trabalho na Sub Lapa pelo menos até o final do mandato do prefeito Ricardo Nunes, em 31 de dezembro de 2028. Esperemos, então, que ele faça jus às expectativas que a população coloca nele.

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