Em meu primeiro editorial de Dia das Mães, lá em 2023, disse a vocês, leitores, que para enaltecer a figura materna é preciso ter veia poética. Algo que, infelizmente, me falta… E por isso decidi, no espaço reservado à opinião do jornal daquela edição, pedir licença aos lapeanos para substituir os temas que costumam permear esta coluna por um texto mais sensível, que falasse de algo que mexe com o coração de cada ser humano: o amor materno e a ligação, tão intensa e sublime, entre mãe e filho (a).
Para isso, já que me falta competência poética, decidi recorrer à imortalidade de quem, por muitos anos, encantou os leitores do JG com suas crônicas publicadas na página 2: Nereu Mello, nosso eterno poeta. Um de seus últimos textos, publicado pouco antes de falecer, em 2012, foi, justamente, para homenagear as mães.
Hoje, mais uma vez, brindo vocês, leitores, com a belíssima crônica escrita por Nereu. E faço isso porque acredito que quem já leu o texto deveria lê-lo uma outra vez; e quem ainda não leu, não pode perder a oportunidade de fazê-lo agora. Portanto, aproveitem!
TODAS AS MÃES DO MUNDO
“Abençoadas, benditas, louvadas e amadas sejam todas as mães do mundo! Elas foram o relicário do mais extraordinário milagre de todo o Universo: o ser humano! Que as bênçãos de Deus recaiam sobre as mães negras, sobre as mães brancas, sobre as mães amarelas, sobre as mães índias, sobre as mães mulatas, sobre as mães jovens, sobre as mães mais idosas, sobre as sãs e as doentes, sobre as vivas e sobre as mortas!
Sejam enaltecidas em prosa e em verso, em cantos e canções, em livros e partituras, pelas vozes de todos os filhos do mundo!
Por minha boa mãe e por sua boa mãe, por nossas mães adoradas, e pelo seu amor imenso e sem rival, louvemos o Criador das estrelas e dos planetas, das galáxias e das infinitas escuridões do espaço e louvemos pelo milagre de nossas mães nos terem gerado no sacrário de seu corpo, transmitindo-nos o segredo de nós próprios nos reproduzirmos e criarmos novas terras e novos céus pelo espaço sideral mais próximo.
Beijos e abraços, preces e saudades, risos e lágrimas, amor eterno às mulheres que foram, são e serão as mães da Humanidade pelos séculos dos séculos.
… e que o nosso louvor se estenda ao homem que nossa mãe amou e que permitiu o renascimento de nossas almas imortais no caminho de volta à Casa do Pai Celestial!”






























