Resposta para a proteção da vida

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Paulo Serra, especialista em Gestão Governamental e em Políticas Públicas

 

As mudanças no clima deixaram de ser previsão distante para se tornarem desafio concreto do presente – um assunto não só acadêmico e governamental; um tema de todos nós. Os alertas da comunidade científica são cada vez mais contundentes. As previsões indicam, por exemplo, a possibilidade de um dos fenômenos El Niño mais intensos já registrados na história da humanidade. No Brasil, seus efeitos costumam ser extremos. Em algumas localidades, provoca ondas de calor severas, estiagens prolongadas e crises hídricas. Em outras, gera chuvas intensas, enchentes e desastres ambientais.

Diante deste cenário, uma conclusão é inevitável: a questão climática precisa deixar de ser tratada apenas como tema ambiental para ser encarada como política pública permanente. A grande pergunta, portanto, já não é mais se eventos extremos acontecerão. A questão é: estamos preparados para enfrentá-los?

A resposta exige planejamento, investimento e, sobretudo, capacidade de antecipação. O poder público precisa evoluir de uma lógica puramente reativa para uma cultura de prevenção. Cada real investido em resguardo representa economia de recursos, preservação de patrimônio e, principalmente, proteção de vidas.

 

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