Menino Travesso

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Gilberto Natalini, médio e ambientalista

Há um menino rondando por aí. Seu nome, El Niño ou “o menino”, em espanhol, foi definido por pescadores sul-americanos como uma referência ao menino Jesus, já que por volta do Natal, notavam o aquecimento incomum das águas do Pacífico. É justamente disso que se trata: o El Niño resulta do aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, alterando a circulação atmosférica e, consequentemente, os regimes de chuva e temperatura em diversos cantos do planeta.

As agências que monitoram o clima já anunciaram a sua chegada. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) estima em cerca de 60% a chance de o fenômeno se formar a partir de meados de 2026. No Brasil, os efeitos do El Niño costumam se dividir conforme a geografia: tendem a agravar a estiagem no Norte, no Nordeste e em partes do Centro-Oeste, ao mesmo tempo em que favorecem o excesso de chuvas no Sul. Tal situação gera um alerta para a população quanto aos riscos à saúde provenientes de potenciais ondas de calor ou eventos catastróficos.

Por isso, vale levar o fenômeno a sério. Somado ao aquecimento global, se reforça a importância da prevenção, individual e coletiva. Conhecer o fenômeno, acompanhar as previsões e agir com antecedência é o que transforma a ameaça em desafio administrável.

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