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Pedir a poda de uma árvore, limpeza ou o conserto de uma calçada quebrada não é capricho do cidadão. É direito. Uma árvore com galhos comprometidos representa risco real: de queda, de danos a imóveis, de acidentes. Uma calçada irregular ou suja é uma armadilha para idosos, crianças, pessoas com mobilidade reduzida. Cada dia de atraso no atendimento do poder público a esse tipo de demanda é um dia de risco para nós, moradores. Mas, em muitos casos, esse risco é simplesmente tolerado pela municipalidade.

Aqui na área da Subprefeitura Lapa, ainda que pese o esforço do último subprefeito, Paulo Adriano Telhada – que no ano passado conseguiu dobrar a verba destinada à nossa sub e aumentar o número de equipes de zeladoria -, e do atual, Danilo Antão Fernandes – que vem trabalhando para manter essas equipes -, é nítida a insatisfação dos lapeanos com a falta de agilidade na prestação dos serviços básicos de zelaria.

Quando o cidadão não é atendido pelo Portal SP156, há a possibilidade de ele recorrer à Ouvidoria Municipal, órgão que existe justamente para dar voz a quem não foi ouvido pelos canais convencionais. E o que se percebe, aqui na região, é que nós estamos recorrendo cada vez mais a esse serviço para tentarmos ver nossas demandas, finalmente, atendidas.

Dados publicados pela própria Ouvidoria mostram que a Sub Lapa ocupa o quinto lugar, entre as 32 subprefeituras, no ranking de demandas recebidas. Em março, foram 80 reclamações. Em abril, 55. A maior parte envolve zeladoria verde: poda e remoção de árvores e capinação de mato e corte de grama.

Quando questionados sobre os problemas ainda existentes no atendimento às demandas encaminhadas via Serviço 156, as respostas do subprefeito e de seu chefe de Gabinete, Lúciano de Oliveira, são, na maioria das vezes, protocolares: “estamos atentos e trabalhando duro”, ou “já fizemos muito, mas ainda não conseguimos zerar as demandas”…  E por aí vai!

Sabemos, é claro, que gerir uma subprefeitura do porte da Lapa, que abrange seis subdistritos e uma área de 40 km2, não é tarefa fácil. Mas simplicidade não é o que se pede aqui. Precisamos, isto sim, de eficiência, planejamento e respeito ao cidadão.

Aqui o cidadão, muitas vezes, sente que, ao usar o serviço 156, planta reclamações e colhe apenas silêncio – ou, o que é pior, respostas automáticas absurdas, como a de um lapeano que solicitou o recapeamento da rua onde mora e teve como retorno que “o pedido seria avaliado para o próximo Plano Diretor (em 2030) dada a complexidade do serviço”.

Mesmo contando com a Ouvidoria Municipal, diante de respostas estapafúrdias como essa, ainda precisamos lutar, caso a caso, para obtermos devolutivas mais ágeis e assertivas.

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