Lapa é um dos distritos que mais recebem cestas básicas do Programa Cidade Solidária

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A Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento (SESANA) registrou mais de 602 mil cestas básicas entregues em 2026, de acordo com os dados disponíveis no Painel de Informações do Progama Cidade Solidária, da Prefeitura. Este ano, o programa viu seu número de cestas básicas no primeiro trimestre crescer em 11% em relação ao mesmo período em 2025, computando 327 mil cestas ante 293 mil distribuídas por toda a capital paulista.

O aumento também é percebido no número de envios de cestas básicas até então, com maior destaque para as regiões da Pinheiros (1.112 cestas entregues contra 569, aumento de 95%), Lapa (com 10.191 cestas destinadas em 2026 e 8.115 cestas registradas em 2025, salto de 25%), Parelheiros (22.491 cestas em 2026 em comparação a 18.354 entregues entre o mesmo período, 22% a mais), Santana/Tucuruvi (5.121 cestas em 2026 contra 4.419 do ano passado, aumento de 16%), Sapopemba (15.104 cestas em 2026 versus 13.018 em 2025, crescimento de 16%) e Mooca (10.759 cestas básicas em relação a 9.461, aumento de 13%). Os maiores aumentos em volume ficam nas regiões de Parelheiros, M’Boi Mirim, Lapa, Capela do Socorro e Sapopemba, com o crescimento de 4.289, 2.943, 2.272, 1.992 e 1.937 cestas básicas do programa, respectivamente.

O Programa Cidade Solidária, promovido pela Prefeitura, tem como objetivo o enfrentamento da insegurança alimentar, voltado a famílias em situação de vulnerabilidade social. Cada cesta é composta por itens nutritivos, ajudando a complementar a moradia das famílias atendidas e a reduzir os impactos da fome no cotidiano da população. São mais de 2.333 entidades socioassistenciais cadastradas que fazem o programa chegar na ponta, para quem mais precisa. Desde sua criação, como medida emergencial pela COVID-19, foram mais de 12,3 milhões de cestas entregues até então.

“Sabemos que a alta dos preços dos alimentos é uma preocupação constante para as famílias paulistanas. Os levantamentos mais recentes mostram que, embora São Paulo não esteja entre as capitais com os maiores índices de inflação alimentar, a cidade ainda registra uma das cestas básicas mais caras do país, com valor próximo de R$ 950”, cita Vitor Arruda, Secretário Executivo de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento da Prefeitura de São Paulo, em um estudo publicado pela Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento.

“Diante desse cenário, a Prefeitura e SESANA têm intensificado suas ações para ampliar a segurança alimentar e nutricional da população, especialmente nos territórios mais vulneráveis. Os resultados desse trabalho já podem ser observados na ampliação do alcance dos programas municipais e na redução da insegurança alimentar entre os beneficiários atendidos. Esse esforço foi reconhecido internacionalmente pelo Guinness World Records, que certificou a distribuição de 933 toneladas de alimentos pela rede municipal e reconhece a cidade como a que mantém o maior programa de segurança alimentar do planeta”, afirma o secretário.

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