Barros Lima entra para o IHGSP

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Professor Barros Lima e Hernâni Donato

RENATA DE GRANDE

O reconhecimento à carreira de docente, historiador, e incansável cidadão que trabalha constantemente no regaste da memória e da Lapa veio diretamente da fonte. Na quarta-feira, 23, José Carlos de Barros Lima, diretor do Colégio Santo Ivo e fundador da Associação Cívica “Sociedade Veteranos de 32 MMDC – Núcleo Lapa” e do museu da entidade, foi acolhido como o mais novo sócio titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP).
A indicação veio por meio de seu amigo ilustre, conselheiro da casa e escritor, Hernâni Donato, da historiadora, Margarida Lima e do poeta Paulo Bomfim. “Eu me sinto muito Sempre acompanhei os trabalhos do Instituto e agora, fazendo parte dele, irei trabalhar para elevar ainda mais a história da nossa cidade e, principalmente, ressaltar o papel que o bairro da Lapa teve na Revolução de 32. Este regate cívico é muito importante, principalmente, no que se refere ao conhecimento e educação das crianças de hoje”, comentou Barros Lima. Fundado em 1894, o IHGSP nasceu com objetivo, juntamente com outras instituições paulistas, de marcar a relevância do Estado de São Paulo na produção de cultura e valores históricos no país.
A sede da entidade fica no prédio da Rua Benjamim Constant, 158, no centro da capital, e guarda verdadeiros tesouros. Ali há um acervo de valor incalculável, que registra a história de São Paulo e do Brasil. O IHGSP mantém uma biblioteca de livros raros com mais de 70 mil volumes, oito mil títulos de jornais e periódicos – que datam do surgimento da imprensa aos dias atuais -, documentos de dom Pedro II e da princesa Isabel, além de bandeiras e fardões do tempo do Império. Há ainda quatro museus: o de Santos Dumont, do Império, da Segunda Guerra Mundial e da Revolução de 1932.
Atualmente um dos projetos da entidade é a defesa do patrimônio histórico, dando apoio à manutenção do nome do “Túnel 9 de Julho”. Este túnel foi inaugurado em 23 de julho de 1938, pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas. Desde então é reconhecido por todos os paulistanos por esse nome. Na gestão da prefeita Marta Suplicy, o túnel passou a se chamar Daher Cutait Bairro, algo causou indignação não só entre ex-combatentes mas em diversos setores da sociedade.

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