A voz da sua viagem

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Ana Martins

Quem pega o metrô, mais especificamente os trens novos das linhas verde, amarela e vermelha, escuta uma voz bastante simpática que indica qual a próxima parada, além de dar alguns conselhos.
A locutora Ana Martins é quem está por trás das chamadas no metrô. Ela já tem muitos anos de carreira. “Comecei em rádio com 16 anos. Na verdade eu não queria outra coisa”.

Ela morava do lado do Estádio da Canindé, onde sempre assistia aos jogos. Na sala de imprensa do estádio era transmitido um programa da Rádio Mundial. E lá ia ela todo dia na tentativa de se tornar locutora. “Eles acabaram me deixando comentar. Eu fiquei lá uns dois anos”, ela conta. Hoje, mora há três anos no Sumaré, bairro que adora. “É tudo perto. Eu adoro todos os restaurantes, bares, mercados. Eu gosto do clima. Tem muito lugar para fazer caminhada. Eu costumo ir muito no parque da Sabesp para correr”.

Já na faculdade de jornalismo, arrumou um emprego de atendente na Rádio Transamérica. E foi lá que finalmente conseguiu uma vaga de locutora. “Tinha um coordenador artístico, o Ruy Balla, que sabia que eu fazia o curso de locução e que queria ser locutora. Pedi uma oportunidade”. Depois de três anos lá, trabalhou em duas rádios em Santos. Logo voltou para São Paulo, passando pela Brasil 200, pela 89 Rock e na Mix. “Há quase três anos estou aqui na 89 e na Alpha, como voz das vinhetas”.

Mas sua voz não é só conhecida das rádios e do metrô. Ela também faz locução para o Programa do Gugu, na Record, há um ano. “Eu sempre pensava que queria trabalhar com publicidade, fazer gravações, espera telefônica, que é o trabalho paralelo que os locutores fazem. Fui estudar teatro para entrar nessa área”, ela conta.
No ano passado, em abril, ficou sabendo do teste de voz para o metrô. “Eles não queriam um locutor falando, queriam uma pessoa informando para não ficar uma coisa chata. Fui gravando ao longo do ano passado todo. Eram muitas frases. Foi um trabalho um pouquinho demorado”, diz.

A primeira vez que ouviu, ela se recorda, foi na véspera de Ano Novo. “Eu saí do trabalho e peguei o metrô. Foi muito engraçado”. Para trabalhar, ela pega o metrô uma vez por semana e se diverte ao ouvir a própria voz. “Eu sento e dou uma risadinha. É como se eu estivesse falando comigo mesma. E os meus amigos brincam muito: ‘hoje você pediu para eu não colocar o pé na porta, não segurar ou ficar parado na frente da porta’. Mas é muito legal”.

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