Promotor quer que arena reduza impacto no bairro

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Maurício Lopes discute impactos da arena com Palmeiras, WTorre, subprefeito, CET e PM

O promotor de Habitação e Urbanismo do Ministério Público do Estado de São Paulo, Maurício Lopes visitou o subprefeito da Lapa José Antonio Varella Queija, na terça-feira, 10, para conversar sobre os impactos negativos causados pelo clássico entre Palmeiras e Corinthians na arena Allianz Parque no domingo. No encontro, Lopes convidou Queija para uma reunião no Ministério Público. Além do subprefeito e do coordenador de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da Sublapa, Antonio Massola Tavares, o capitão PM Vilariço do 2º Batalhão de Choque, representantes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e advogados do Palmeiras e WTorre participaram da reunião no Ministério Público na sexta-feira, 13.Tavares relatou os problemas enfrentados pela equipe da apreensão da subprefeitura. Ele disse que os funcionários foram agredidos durante a apreensão de produtos irregulares de ambulantes no dia do clássico, quando houve o confronto entre torcedores.

O subprefeito da Lapa explicou que o vice-presidente da WTorre o procurou para conversar. “Falei do problema do lixo. Está sendo um grande pólo gerador de lixo na saída (dos jogos). Nós temos ficado com nossas equipes até as 2h,3h da manhã. Isso é uma coisa que a gente tem que acomodar. Outro ponto importante é o fechamento da rua (Turiassu) às 10h da manhã com colocação de gradil, durante a semana,  que um problema. Teve várias grades que ficaram por três dias nas ruas e foram apreendidas”.

A ocupação de calçadas por torcedores e carros estacionados, muitas vezes em frenta a saíde de veículos, é outra reclamação dos moradores.  O promotor quer que a WTorre faça a abertura de 100% das vagas de estacionamento, hoje o estádio tem cerca de 70% em funcionamento. Para Lopes, o empreendimento não pode jogar para a sociedade os impactos do seu interior. Entre os pedidos do promotor está a adequamento do horário de fechamento da rua o mais próximo do horário dos jogos. “O conforto dos torcedores não pode suprimir o conforto de usuários do transporte público, dos moradores e dos comerciantes, de pessoas que querem acesso ao shopping center (Bourbon), dos transeuntes nas calçadas”, disse Lopes. “O show do Paul McCartney teve reflexos até em Higienópolis”, lembrou o promotor. “O show tem que ter horário para acabar como acontece no Morumbi. Queria ter na arena (Allianz) o mesmo modelo do Morumbi que pode servir de espelho para a Cidade (horário de show até meia-noite)”.

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