Sob nova gestão, Faculdades Campos Salles foca no social

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Professor Jonathas e a esposa Rose Aguiar trabalham no projeto da faculdade

As Faculdades Integradas Campos Salles passam por processo de reestruturação. Enquanto outras instituições atravessam dificuldades com a crise econômica, a Campos Salles promove mudanças na gestão e no método do ensino superior. Segundo o professor, presidente da Mantenedora e Chanceler das Faculdades Integradas Campos Salles, Jonathas Carvalho Batista, o projeto de reestruturação envolve a direção da instituição e da mantenedora que firmou convênio com a Universidade Central do Chile. “Fomos buscar uma parceria de transferência de tecnologia com a Universidade Central do Chile, que foi responsável por toda reestruturação do ensino público no País e que tirou o Chile de 12º para 1º lugar na América Latina em educação pública”, disse Jonathas.
O programa tem custo zero e vai promover vivências na Universidade do Chile. “São diferenciais que vão promover a faculdade. Nosso papel é preservar a história centenária da Campos Salles e inovar transformando isso em conhecimento para o aluno e para o mercado de trabalho”, explica o professor Jonathas.
O projeto prevê a transformação da instituição em uma faculdade social, voltado para inclusão social de jovens de baixa renda. Cursos como Direito com mensalidade próxima a R$ 1 mil terá preço acessível a jovens vinculados a movimentos sociais como aqueles encaminhados pela Associação Educar para Vida, ligada a Associação dos Trabalhadores Sem Terra (com sede na Lapa de Baixo) dirigido por dona Cleuza e seu marido, o deputado Marcos Zerbini.
A expectativa é atingir 80% do alunado em inclusão até 2016. “A gente pensou quanto o pai (de uma família de baixa renda) poderia investir na educação do filho sem ser um peso no orçamento familiar. Fizemos uma pesquisa e chegamos a uma mensalidade de R$ 250 para esses alunos.
Para que os associados tenham direito a este preço, os movimentos sociais precisam firmar convênio com a faculdade. O aluno encaminhado terá que ter 75% de presença e nota acima de 7 ou 7,5, dependendo da matéria. Caso contrário ele será reprovado e desabilitado do programa de inclusão social. Além disso, os demais interessados em estudar na Campos Salles poderão ter o valor da mensalidade personalizado de acordo com sua renda. “O compromisso da Campos Salles é entregar um conteúdo de qualidade baseado em habilidades e competências, preparando o aluno qualquer desafio do mercado de trabalho”, diz o chanceler. A ideia é que a Campos Salles seja identificada pelo mercado de trabalho como uma referência em formação profissional.

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