Comércio prevê empate com ano anterior nas vendas de Natal

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Foto: Bárbara Dantine

Bárbara Dantine
Vendas na Rua Doze de Outubro ainda não decolaram, mas público já pesquisa preços

A Rua Doze de Outubro é conhecida por ser uma das principais vias de comércio popular na Lapa. Há exato um mês para o Natal, é possível ver um grande fluxo de pessoas nas ruas, mas os comerciantes afirmam que as vendas ainda não decolaram como é esperado para a data.

Luiz Malone, gerente da loja Demanos, que vende roupas, calçados e artigos para casa, acredita que o faturamento deve ser igual ao do mesmo período no ano passado. “Nossa experiência diz que as vendas (de Natal) começam depois do dia 5 ou 6”, afirma. Ele relata que muitas pessoas esperam receber o salário de dezembro e o décimo terceiro para ir às compras. Para atrair o público, a loja criou uma promoção em que os clientes podem parcelar suas compras em oito parcelas fixas e, se pagarem corretamente as sete primeiras, o último pagamento fica por conta da loja. A vendedora da loja Stilo Presentes confirma que é esperado um aumento das vendas a partir da primeira semana de dezembro.

Já Márcio José Bessa, gerente do Lojão do Brás, cujo foco é vestuário, espera que o comércio aqueça de fato apenas a partir do dia 10 de dezembro. A loja também realizou uma promoção para o Black Friday, com descontos em todas as peças. Lojas de eletrodomésticos e móveis revelam que a expectativa é maior para as promoções da Black Friday do que para as vendas de Natal, e declaram que muitos clientes esperam a sexta-feira de descontos para renovar os equipamentos e móveis da casa.

As Lojas Renascer, que vendem utilidades em geral e decoração natalina, até aproveitaram a clássica Jingle Bells para criar a sua própria versão da música e atrair os pedestres para dentro da loja. O gerente Adriano dos Santos é otimista e espera que as vendas sejam melhores que as do ano passado. Ele relata que, apesar da crise, as pessoas continuam comprando enfeites, árvores de Natal e decoração para a data.

Apesar da crise que assola o País, o brasileiro se esforça para fazer bons negócios e celebrar o Natal da melhor forma possível, como demonstra o grande movimento na tradicional rua da Lapa, mesmo que as compras fiquem para um momento mais próximo das festas.

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