Futuro prefeito regional fala do novo desafio

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Foto: Maria Isabel Coelho

Maria Isabel Coelho
Hotelo Telles realiza uma feijoada para Carlos Fernandes na AALB

O futuro prefeito regional da Lapa, Carlos Fernandes assume a partir de janeiro o desafio de uma nova gestão à frente da área que compreende seis distritos (Lapa, Barra Funda, Perdizes, Vila Leopoldina, Jaguaré e Jaguara), que somados abrangem 40,1 km² com cerca de 300 mil habitantes. Carlos Fernandes nasceu em Santos, mas mora no distrito de Perdizes desde criança. Ele nasceu no meio político: sua avó Elisa Branco Batista foi ativista dos movimentos feminista e pela paz, e seu pai, Annibal Fernandes, militante sindical. O futuro prefeito regional da Lapa também militou no movimento estudantil e nos partidos PCB, MDB, PMDB, e PPS (onde é atual presidente municipal).

Na quarta-feira ele foi recebido pelo presidente da Associação Amigos da Lapa de Baixo, Hotelo Telles de Andrade, em uma feijoada que reuniu lideranças da região.
Carlos Fernandes ocupou vários cargos políticos no governo do Estado e prefeitura, entre eles o de coordenador de administração de finanças da subprefeitura Lapa (2009 na gestão da Subprefeita Soninha) e depois subprefeito da Lapa entre 2010 e 2011.

As atribuições do novo cargo prometem ser maiores que a de subprefeito. “A gente deve ter mais autonomia. A Prefeitura Regional vai ser muito integrada com outras secretarias. Um dos pontos importantes que vamos discutir com o Natalini (vereador e futuro secretário do Verde e Meio Ambiente de Doria) é recuperar o Parque Villas-Bôas (fechado pela Justiça desde março de 2015 por suspeita de contaminação). É uma área verde que precisamos reabrir e preservar”, frisa Fernandes.

Desafios – Entre seus desafios estão os pedidos de podas e remoção de árvores. “É preciso ter planejamento e critério”, disse Fernandes. “Quando saímos (da subprefeitura em 2011) tínhamos começado o programa de identidade verde para fazer um planejamento e atuar preventivamente e não só na emergência. Vamos voltar a investir nisso para ter todas às arvores cadastradas. No ano que vem, a Soninha vereadora está colocando R$ 800 mil de emenda (parlamentar) para acelerar o processo. Estamos atrás de mais emendas para dar uma boa arrancada. Vamos ter muita transparência nesse processo. O ponto central é o seguinte: cada árvore arrancada, uma árvore plantada”, diz.

Seu plano é buscar parcerias. “Vamos envolver a comunidade e empresários para ajudar no mutirão e recuperar a Cidade. Tem parceiros que querem fazer um trabalho na questão de enchentes que talvez possa ser uma boa solução preventiva para minimizar o problema (caso da Leopoldina e área da Ceagesp e Mercado da Lapa) e não só colocar faixa alertando para área de alagamento. Devemos começar esse trabalho já em janeiro”. Sobre os impactos da arena Allianz Parque do Palmeiras, Fernandes promete debater com a comunidade.

O prefeito regional garante que não será tolerante com comércio irregular. “Vamos retomar a Operação Delegada que foi perdido por essa gestão”. A ocupação e uso do solo será outro problema. “Com a nova Lei de Ocupação e Uso e as possibilidades de licenciamento provisório diminuíram os problemas de irregularidade, mas ainda temos muitos e nós vamos combater”, afirmou Fernandes.

De acordo com ele, a questão da população de rua será um dos desafios para a gestão do prefeito Doria (PSDB), para a prefeitura regional e para a secretária de Desenvolvimento Social, Soninha Francine. ”É preciso investir numa intervenção que resolva o problema das pessoas que ficam pelas ruas do bairro e ao mesmo tempo da Ceagesp”, afirma.

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