Prefeito Regional da Lapa promete transparência

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Foto: Maria Isabel Coelho

Maria Isabel Coelho
Carlos Fernandes volta a administrar a Lapa

O Prefeito Regional da Lapa Carlos Fernandes iniciou sua gestão na segunda-feira (2) com muitas reuniões e andanças pela região, depois de participar do lançamento do programa Cidade Linda com secretários e o prefeito João Doria. Fernandes assume o cargo com um orçamento de mais de R$ 42 milhões para 2017, maior que o do ano passado (da Subprefeitura Lapa que contou com pouco mais de R$ 37 milhões).

Ele garante que sua gestão será aberta para o diálogo franco e transparente, aproveitando o conhecimento de cada morador para mapear os problemas e os pontos fortes da cada bairro e proporcionar soluções eficientes e inovadoras. “É com esse espírito de realizar uma gestão inteligente, moderna, dinâmica e descentralizada, com o empoderamento crescente e maior autonomia administrativa e orçamentária para a Prefeitura Regional Lapa que assumo essa missão que me foi atribuída pelo prefeito João Doria e pelo vice-prefeito e secretário das Prefeituras Regionais, Bruno Covas”.

Em ano de austeridade, Fernandes segue a diretriz do prefeito Doria. “Vamos buscar muitas parcerias com empresários e pessoas que confiam na prefeitura e, claro, dialogar com a comunidade”, afirmou Fernandes.

Entre as preocupações do prefeito regional está a manutenção das praças. “Uma das questões é a do verde, principalmente nesse início do ano (com as chuvas de verão) onde temos só uma equipe para corte de grama. Vamos buscar parcerias na conservação de praças. Quando passei por aqui, cinco anos atrás, no tempo da Soninha (subprefeita) e quando eu também fui subprefeito, nós fizemos muitos termos de cooperação de praças, cerca de 70 no mínimo, e vamos retomar porque isso é estratégico para a administração”.

Verde – “Naquela época investimos no processo da Identidade Verde – um cadastro de árvores para a prevenção de queda. Vamos retomar o que nós já fizemos (identidade verde – com critério de pedido, de risco e quanto à intervenção no viário) – que não teve continuidade na gestão anterior – e ver como finalizar esse trabalho. Temos viários importantes que precisam ficar liberados, se tiver muitas árvores caindo vai prejudicar a população como um todo. Se eu tiver um pouco mais de recursos vou colocar equipe para retirar a erva-de-passarinho das árvores. Vou fazer um esforço tremendo para isso”, revela Fernandes a preocupação com a manutenção do verde.

Ambulantes – O prefeito regional também tem projetos para organizar a ocupação de calçadas. “Rodei a região e passei pela Doze de Outubro, o espaçamento das TPUs (Termo de Permissão de Uso) dos ambulantes é de 15 em 15 metros e não foi isso que vi lá”, comentou o prefeito regional que garante: “Estou em conversação com a Polícia Militar para retomada da Operação Delegada. Vamos montar uma estratégia e deixar trabalhar quem tem Termo de Permissão de Uso, quem não tiver vamos tirar da rua”.

Limpeza – Ele acredita que a mudança da Amlurb (Autoridade Municipal de Limpeza Urbana) da Secretaria de Serviços para Secretaria de Prefeituras Regionais vai dar mais agilidade ao trabalho de limpeza. “Essa mudança vai nos ajudar muito nessa questão de zeladoria com mais agilidade”.

Enchentes – “Vou reequipar a Defesa Civil e fazer um trabalho preventivo, de contingência. Estamos fechando um projeto sobre isso”.

Moradores de rua – “Se tem um lugar que temos que começar um trabalho com a população de rua é na Vila Leopoldina. Vamos montar um trabalho com a Soninha (secretária de Assistência e Desenvolvimento social) e a população do bairro. O mais importante é não afugentar e esconder o morador de rua, mas tirar ele da situação de miséria que vive. Esse é o objetivo”.

Fernandes promete acompanhar as questões relativas à ponte que vai ligar Pirituba à Lapa, à Operação Urbana Água Branca (como a abertura da Avenida Auro de Moura Andrade e outras intervenções) e manifestações de interesse privado como o da Votorantim e saída ou permanência da Ceagesp na Leopoldina, que resultem em grandes impactos e transformação da região sob sua responsabilidade. “A saída ou permanência da Ceagesp na Vila Leopoldina é uma questão a ser discutida pelos três poderes: União (responsável pelo patrimônio da Leopoldina), Estado e Município”.

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