Sentindo na pele

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Essa semana aconteceu um episódio no Pronto Socorro da Lapa que retrata bem a matéria “Ataque populista é a maior ameaça ao jornalismo”, publicada no jornal Folha de S. Paulo de sexta-feira (29). Coincidência ou não, o reitor da Faculdade de Jornalismo de Columbia, Steve Coll fala das dificuldades de buscar a informação, principalmente em época de governos populistas.

Para ele o maior desafio do jornalismo não é encontrar um financiamento na era da internet, mas resistir aos ataques dos governos populistas. E acrescentaria seus assessores nessa história. Coll disse que nunca viu na vida uma época com tantos ataques ao jornalismo profissional. É verdade. Na mídia regional não é diferente. A falta de transparência do poder público dificulta a realização da matéria de qualidade. Mas não se pode desistir.

Mesmo em tempos de democracia, foi possível sentir na pele a censura, o veto à informação. O PS da Lapa tem passado por denúncias e vazamento de informações, sobre seu estado “crítico”.

A história da visita ao PS começou em 15 de agosto. Os representantes da OAB-Lapa e o coordenador do Conselho Participativo solicitaram a visita após denúncia de problemas estruturais como infiltração no telhado, entre outros. Na ocasião eles foram impedidos de entrar na unidade de Saúde. Problemas de comunicação e agenda do responsável pelo PS. Na reunião do dia 13, os conselheiros agendaram a visita para o dia 25 de setembro. Tudo autorizado e os e-mails convite compartilhados.

Tudo certo para mostrar aos convidados a situação das alas restritas do Pronto Socorro, mas um novo impedimento aconteceu. Dessa vez, o Jornal da Gente foi barrado pela assessora de imprensa da Coordenadoria de Saúde Oeste, Marizete. Apesar da contestação dos advogados da OAB à sua atitude, nada foi feito. A visita aconteceu mesmo sem a presença do JG.

Assim como o reitor da Universidade de Columbia, nunca vi uma assessoria tão ditatorial. O que ela quer esconder da imprensa? Por que impediu a entrada do JG que foi convidado a participar da visita? Ou a assessora muda a maneira de tratar a imprensa, ou a saúde da coordenadoria vai ficar cada vez mais debilitada no relacionamento com a imprensa.

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