Ex-subprefeita critica reabertura de parque sem descontaminação da área

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Foto: Bárbara Dantine

Bárbara Dantine
Parque Orlando Villas-Bôas requer grande manutenção nas áreas de lazer

Apesar do mato alto que cobre parquinhos e quadras, do lago completamente ressecado e da presença de cacos de vidros pelo chão, o debate sobre a reabertura do Parque Orlando Villas-Bôas ganha fôlego na região. Após a publicação da matéria na edição 784 do Jornal da Gente, sobre a reunião do vereador e ex-secretário do Verde e do Meio Ambiente Gilberto Natalini, onde o político demonstra insegurança em relação à reabertura do parque, a ex-subprefeita da Lapa, Luiza Eluf, citada como uma das responsáveis pelo fechamento, critica a fala de Natalini. “Sempre fui favorável ao parque. Quando construíram quadras que a comunidade pediu, meus dois filhos jogavam em um dos times da região, e foram escalados para o campeonato no parque. Um deles que já era pai, levou o neném e a esposa para assistir ao jogo. No dia seguinte amanheceram os três doentes. Em contato com colegas do time, alguns também ficaram com febre, diagnosticados com virose. Dois meses depois, em um novo campeonato, lá foram novamente e ficaram doentes. Percebi que havia algo de errado e levei meu filhos para conversar com o promotor de Meio Ambiente Lutti, questionei a irregularidade no parque, e ele disse que tinha passivo ambiental. Foram meus filhos e outras testemunhas. Lutti começou o inquérito que resultou em uma ação e a juíza determinou que fizessem o tratamento necessário para o parque ficar inofensivo. Ela deu um prazo de 5 anos e a Justiça resolveu fechar, e teve motivos sérios para isso. Fechou para que fizessem a despoluição, tem que fazer. É uma irresponsabilidade de quem está pedindo a abertura a qualquer custo. A minha conduta foi para proteger a saúde da comunidade”, relata.

Gláucia Mendonça Prata, fundadora do Movimento Popular de Vila Leopoldina, que lutou pela desativação da Usina de Compostagem e acompanha de perto o processo do parque, afirma que a população vai cobrar a reabertura. “Esperamos um parque, uma vez que gastaram uma fortuna à época da inauguração. Não vamos aceitar, queremos um parque sim”, declara.

Ao ser questionada, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) informa que “a última audiência pública, realizada no dia 16 de agosto determinou que o interessado (Sabesp) deverá atender as exigências da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Em seguida, novo laudo será elaborado para verificação de contaminação de solo e as tratativas necessárias serão dadas para a reabertura do Parque Orlando Villas-Bôas”, sobre a audiência de conciliação com representantes da secretaria, da Sabesp e da comunidade. Já a Cetesb informa que o plano de intervenção ainda não foi entregue para avaliação e que não há prazo definido para a entrega do documento. A Sabesp informa que os pedidos complementares solicitados pela Cetesb, além do laudo ambiental, foram prestados dentro dos padrões e prazos acordados.

O vereador Gilberto Natalini vai participar de uma reunião aberta ao público, com diversas entidades na terça-feira (17), às 19h30 na sede da Distrital Oeste da Associação Comercial de São Paulo, na Rua Pio XI, 418.

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