Audiência é suspensa após população lotar o Tendal

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Foto: Bárbara Dantine

Bárbara Dantine
Auditório tem lotação máxima e pessoas são impedidas de entrar

O Tendal da Lapa foi escolhido para receber na quinta-feira (13) a audiência pública que iria discutir a revisão do PL (Projeto de Lei) 397/2018, sobre a Operação Urbana Consorciada Água Branca (OUCAB). A reunião, realizada pela Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa e a Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente da Câmara Municipal, contaria com apresentação de Marcelo Ignatios, superintendente de projetos da SP Urbanismo.

Porém, o encontro teve que ser cancelado, já que antes do horário de início muitas pessoas ficaram de fora da sala onde seria realizada a audiência. A GCM foi posicionada na entrada do auditório para evitar que mais pessoas tentassem entrar no espaço lotado.

Estiveram no local os vereadores Fábio Riva (PSDB), José Police Neto (PSD), Alfredinho (PT), vice-presidente da comissão, e Carlos Fernandes, subprefeito da Lapa. Os políticos conversaram com lideranças comunitárias e com membros do conselho gestor da OUCAB e concluíram que não seria justo realizar a audiência se todos os presentes não tivessem o mesmo direito de participação. “Não tem a mínima condição de realizar a audiência devido à quantidade de gente que tem aqui. Decidimos que vamos conversar com os outros membros da comissão no sábado (15) para ver se a gente cancela a audiência prevista para o dia 18 e deixamos todas para o ano que vem, ou se faremos as duas ainda esse ano, o que acho difícil por conta do calendário. A decisão nossa aqui é de cancelar hoje e pedir desculpas a todas as pessoas que vieram porque não vai ter audiência. Semana que vem vamos informar se mantemos a do dia 18 ou não”, declara o vereador Alfredinho.

Os moradores que aguardam as obras, em especial as de habitação, demonstraram forte mobilização. “Queríamos fazer a discussão dessa lei que vai ser um transtorno na nossa vida se ela for mudada. Gostaria de pedir a todos que leiam a lei para que a gente chegue aqui e questione as mudanças. Lutamos tanto para ser aprovada a primeira lei em 1995, em 2013 para fazer a adequação, e não vamos perder tudo que nós conquistamos”, declara a líder comunitária Maria Helena da Silva.

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