Moradores devem ficar atentos ao roubo de cães na região

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Foto: Bárbara Dantine

Bárbara Dantine
Julie fugiu dos ladrões

Quem tem um animal de estimação sabe a importância que os bichinhos têm ao se tornarem membros da família. Wania Catoia e sua cachorra Julie passaram por um momento de desespero na quarta-feira (20). A artista plástica realiza diariamente o trajeto entre sua casa e seu ateliê a pé, ambos na Vila Romana, com sua companheira canina.

Na quarta-feira, dia em que Wania ficou até mais tarde no trabalho, as duas voltavam para casa por volta das 22h40. Ao passar pela Rua Aurélia, na altura da Sabesp, trecho cuja iluminação deixa muito a desejar por conta das árvores de grande porte que encobrem os postes de luz, ela foi abordada por dois jovens, e automaticamente percebeu que se tratava de um assalto. Ela também notou que os criminosos não pareciam estar interessados em sua bolsa, mas sim em pegar a Julie. Enquanto um imobilizou Wania, segurando-a pelo ombro, outro tentou pegar a coleira da cachorra da raça yorkshire. Wania começou a gritar por socorro e logo os moradores da rua acenderam as luzes de suas garagens. Um casal que estava em um petshop que fica em frente ao local da ocorrência também saiu para ver o que estava acontecendo.

Com a movimentação os dois jovens fugiram e entraram em um carro que os esperava na Rua Mário. Porém, durante o “cabo de guerra” com a coleira entre um dos assaltantes e Wania, Julie se soltou do peitoral e disparou Rua Aurélia abaixo. “Quando não a vi, achei que eles tinham pego ela antes de entrar no carro e que eu nunca mais a veria”, afirma Wania.

Os proprietários do petshop, que estavam de carro, se ofereceram para levar Wania e procurar a cachorrinha pela Aurélia e suas travessas. Por sorte, a cadelinha foi encontrada próxima a um posto na Rua Roma. Ela correu até chegar ao esgotamento físico e foi encontrada com as patas sangrando e sem duas unhas. Felizmente, após exames no veterinário, nenhuma outra sequela foi encontrada.

Wania achou importante compartilhar seu relato em grupos da internet para evitar que outras pessoas passem pelo que ela passou. “Temos muitos prédios na região e muitos moradores saem com seus cachorros em vários horários”, diz. Depois do episódio ela pesquisou relatos de outras ocorrências e viu que a preferência nos casos de roubo são de cachorros de pequeno porte, que podem passar por filhotes e serem vendidos. Ela afirma que redobrou os cuidados e tem optado por caminhos de maior movimento. “Ir a pé sempre foi a única opção. Não tenho carro e pela distância não compensa ir de ônibus. Ir de táxi ou aplicativo fica fora meu orçamento”, relata. As publicações de Wania nas mídias sociais tiveram mais de 200 comentários.

Questionada sobre as ocorrências de roubo de animais, a Secretaria de Segurança Pública não soube informar quantos casos aconteceram na região, seja pelo fato das vítimas não registrarem boletins de ocorrência ou porque a classificação nos registros do sistema entra apenas como “roubo” ou “furto”. Já o 4º BPM/M afirma que atendeu duas ocorrências em 2018, sendo um caso de roubo e o outro de furto.

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