Mercados têm grande movimento nas vésperas da Páscoa

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Foto: Bárbara Dantine

Bárbara Dantine
Funcionários do Mercado da Lapa cortam na hora as peças do tradicional bacalhau

As vésperas da Páscoa foram agitadas para o comércio de alimentos na região. No Mercado Municipal da Lapa os clientes se aglomeravam nos boxes que vendem o tradicional bacalhau, com preço médio entre R$ 45 e R$ 52/kg. Segundo Carlos Sanchez, presidente da Acomel (Associação dos Comerciantes do Mercado da Lapa), o aumento no movimento por conta da data foi em torno de 200%. “Foi surpreendente ver essa quantidade de pessoas. Em 2018 tivemos uma queda do movimento nessa época, entre 25% e 30% em relação a 2017, mas esse ano está bastante movimentado”, afirma.

Sanchez atribui o grande público à qualidade dos produtos comercializados, que chegam diariamente durante a madrugada. “Os peixes são muito frescos e de muita qualidade. Isso é bom porque beneficia todos os permissionários, já que as pessoas também compram outros produtos além do bacalhau”, relata. Segundo o presidente da Acomel, a Páscoa é a terceira data de maior movimento do mercado, ficando atrás apenas do Natal e do Dia das Mães. Para atender a demanda, o mercado funcionou na sexta-feira de feriado, das 8h às 12h.

Já no Sacolão da Lapa o movimento cresceu cerca de 25%. “Além do bacalhau as pessoas procuram bastante os ingredientes de acompanhamento como cebola, tomate e temos preços promocionais em azeites e vinhos”, afirma o gerente Fábio Reis. O Sacolão da Lapa terá funcionamento normal no sábado, das 7h às 21h, e no domingo, das 8h às 20h.

Bárbara Dantine
Clientes no Sacolão da Lapa

Apesar da lenta retomada da economia, a Associação Paulista de Supermercados (APAS) aponta que o setor espera um aumento de 5% nas vendas no período em relação ao ano passado. “Com um desemprego levemente menor e a confiança maior com o novo governo entre empresários e consumidores, os supermercados paulistas demonstraram isso com a projeção de 5% no aumento de vendas no setor, acima dos 4% esperados para a mesma data no ano passado”, afirma o economista da APAS, Thiago Berka. A APAS também analisou o preço do bacalhau, influenciado pela alta do dólar, e afirma que o produto registrou aumento de 23,45% em relação ao ano passado e de 7,7% no acumulado do ano. Segundo Berka, uma alternativa para economizar é substituir o produto por outros pescados, que também estão mais caros, porém, com uma alta menor, de 4,75%.

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